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Após fuga para EUA, Flávio pode ter desconto no salário e processo de cassação no Senado



Ao fugir para os Estados Unidos a cerca de três meses do fim do mandato no Senado e publicar uma carta com teor golpista, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pode ser submetido a processos de cassação por quebra de decoro parlamentar e desconto no salário.

O regimento interno do Senado prevê desconto proporcional no subsídio de R$ 44 mil a cada sessão à qual o congressista não comparecer e deixar de votar. A cassação do mandato por ausência ocorre quando o senador deixa de comparecer em um terço das sessões no prazo de um ano.
 

Como faltam cerca de sete semanas para o recesso parlamentar, em 22 de dezembro, e cerca de 30 dias úteis de sessões, que ocorrem de segunda a quinta-feira, não haverá tempo hábil para contabilizar as faltas necessárias para a cassação.
 

Deputados federais do PSOL protocolaram pedido de cassação de Flávio ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) na terça-feira (27). No documento, os congressistas Sâmia Bomfim, Glauber Braga e Fernanda Melchionna, entre outros, pediram a investigação de abandono de cargo.
 

O mandato do senador custa cerca de R$ 400 mil aos cofres federais, o que representa um gasto de R$ 1,2 milhão referente aos seus três últimos meses como parlamentar.
 

Além do salário de R$ 44.008,52 por mês, o congressista tem direito a R$ 345 mil mensais como verba de gabinete para custear 16 funcionários no gabinete e mais cinco pessoas no escritório político.
 

Desde janeiro deste ano, o mandato de Flávio gastou R$ 86,2 mil em cotas parlamentares com aluguel de escritórios, passagens aéreas e combustível. Cerca de R$ 20 mil foram despendidos para comprar material de escritório e correios, segundo o Senado Federal.
 

Veja perguntas e respostas sobre o mandato de Flávio Bolsonaro:
 

FLÁVIO BOLSONARO PODERIA SER CASSADO POR FALTAS?
 

Em tese, sim. O Regimento Interno do Senado estabelece expressamente a perda de mandato decorrente do não comparecimento do parlamentar às atividades legislativas.
 

Perde o mandato o senador que deixar de comparecer a um terço das sessões ordinárias no prazo de um ano, exceto nos casos de licença médica ou missão oficial autorizada pela Casa.
 

Como faltam cerca de sete semanas para o recesso parlamentar, em 23 de dezembro, e cerca de 30 dias úteis de sessões, que ocorrem de segunda a quinta-feira, não haverá tempo hábil para contabilizar as faltas necessárias para a cassação.
 

HÁ OUTROS RITOS QUE PREVEEM A PERDA DE MANDATO?
 

Sim. A Mesa Diretora do Senado ou um partido político com representação no Congresso Nacional podem pedir a cassação de mandato por quebra de decoro parlamentar no caso de parlamentar que pratique atos incompatíveis com a compostura pessoal e o exercício do cargo.
 

COMO OCORRE O PROCESSO DE CASSAÇÃO?
 

A representação pode ser instaurada de ofício (por iniciativa da própria Mesa Diretora) ou mediante provocação de qualquer senador ou partido político com representação no Congresso Nacional.



Bahia Notícias

Flávio Bolsonaro teria deixado o Brasil rumo aos EUA após decisão de Moraes

 

Foto: Agência Senado


O senador Flávio Bolsonaro (PL) teria viajado para os Estados Unidos nesta terça-feira (27), acompanhado da esposa e das duas filhas, segundo informações divulgadas pela imprensa nacional e por pessoas próximas à família.


A viagem teria ocorrido após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a entrega dos passaportes do parlamentar e proibi-lo de deixar o país. Segundo a Polícia Federal, os documentos foram cancelados após o descumprimento do prazo judicial.


Informações divulgadas pela imprensa argentina levantaram a suspeita de que o senador teria passado pela região de Puerto Iguazú antes de embarcar para os Estados Unidos. Entretanto, não foram encontrados registros oficiais de sua saída do Brasil nem de sua entrada na Argentina, e o trajeto permanece sem esclarecimento oficial.


Na segunda-feira (26), Flávio havia afirmado, em vídeo publicado nas redes sociais, que entregaria os passaportes e permaneceria no país para se defender das medidas judiciais. Segundo a CNN Brasil, seus advogados também relataram dificuldades para localizá-lo.


O senador é investigado em procedimentos que tramitam no STF e nega irregularidades. As apurações ainda estão em andamento e não representam condenação.


Até o início da noite desta terça-feira, não havia confirmação oficial sobre o percurso utilizado pelo parlamentar nem manifestação pública dele confirmando sua localização nos Estados Unidos.

 

Eleições 2026: Lula amplia votação em Ibirataia e Algodão; crescimento chega a 14,47% no distrito


Presidente recebeu 7.179 votos em Ibirataia no segundo turno, um acréscimo de 397 votos em relação à primeira votação. Em Algodão, a votação cresceu 14,47%.




O resultado do segundo turno das eleições presidenciais de 2026 confirmou o crescimento da votação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Ibirataia e no distrito de Algodão. Após uma disputa acirrada no primeiro turno contra Flávio Bolsonaro (PL), Lula ampliou sua votação no município, resultado atribuído à mobilização de lideranças políticas, apoiadores e militantes que intensificaram as ações durante a reta final da campanha.


IBIRATAIA: Lula amplia votação em 397 votos


Em Ibirataia, o presidente Lula recebeu 7.179 votos no segundo turno, representando um aumento de 397 votos em comparação com o primeiro turno, quando havia conquistado 6.782 votos.


Em termos percentuais, o crescimento foi de aproximadamente 5,85%.


A ampliação da votação foi acompanhada pela mobilização do grupo político coordenado pelo prefeito Sandro Futuca, do vice-prefeito Caio Pina, juntamente com sua equipe, integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT) e demais apoiadores da candidatura de Lula. O trabalho de articulação buscou conquistar novos votos e ampliar a participação dos eleitores favoráveis à continuidade do projeto político do presidente.


O resultado demonstrou crescimento nas urnas e reforçou a participação das lideranças locais na campanha presidencial no município.


ALGODÃO: distrito registra crescimento de 14,47%


De joelho, Peruga agradece a Deus pela grande vitória

No distrito de Algodão, o crescimento da votação de Lula foi ainda mais expressivo proporcionalmente. No primeiro turno, o presidente recebeu 1.030 votos. Já no segundo turno, alcançou 1.179 votos, um acréscimo de 149 votos.


O aumento corresponde a aproximadamente 14,47% em relação à votação anterior.


A mobilização no distrito e na zona rural contou com a atuação do vereador Antonio Santos de Jesus, conhecido como Peruca, e de seu grupo político, que intensificaram o trabalho de articulação junto aos eleitores para ampliar a votação do candidato petista.


O resultado de Algodão superou proporcionalmente o crescimento registrado no conjunto do município, evidenciando uma ampliação significativa do apoio eleitoral a Lula na localidade.


Crescimento nas urnas


Os números do segundo turno mostram que tanto Ibirataia quanto o distrito de Algodão ampliaram a votação de Lula em relação à primeira etapa da disputa presidencial. Enquanto o município registrou crescimento de 5,85%, Algodão alcançou 14,47%.


A diferença evidencia o desempenho proporcionalmente superior do distrito, onde a votação do presidente teve um avanço expressivo entre os dois turnos.


Tesouras Notícias

Lula é reeleito para quarto mandato de presidente

Lula foi considerado reeleito pelo TSE às 21h08 deste domingo, com 51,74% dos votos válidos


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu o segundo turno das eleições, disputado neste domingo (25), e foi reeleito para o quarto mandato à frente do Palácio do Planalto. A posse será no dia 5 de janeiro de 2027.


Lula foi considerado reeleito pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 21h08, com 97,69% da apuração concluída. Àquela hora, o petista tinha 62,6 milhões de votos (o equivalente a 51,74% dos válidos), contra 58,4 milhões (48,26%) do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).


A disputa foi acirrada. Lula começou a apuração na frente e assegurou a dianteira até as 19h46, quando Flávio assumiu a frente. O senador sustentou a primeira posição por 38 minutos: às 20h24, o petista retomou a liderança até a totalização.


Ao fim da apuração, às 22h33, Lula obteve o total de 64,2 milhões de votos (51,78%), contra 59,8 milhões de votos de Flávio (48,22%). 


Após o resultado, Lula agradeceu aos brasileiros pela reeleição. Ele disse que a “virada” se deveu a manifestações de “honradez, nacionalismo e democracia” do povo brasileiro. O presidente prometeu governar para todos.


— Não vou falar em unidade nacional, porque essa palavra nem sempre cabe neste país. Mas, se depender de mim, esse país só tem que ter civilidade. Este país tem uma Constituição. Ninguém é obrigado a gostar do presidente eleito, mas ele foi eleito para governar para todos. Foi eleito para governar com base no respeito à Constituição, na relação com o Congresso Nacional. Eu não escolhi o Congresso; foi o povo que escolheu, e é com ele que eu vou trabalhar — disse Lula.


“Virada”


Esta é a primeira vez que um candidato a presidente vira o placar e supera o adversário entre o primeiro e o segundo turno. Flávio havia terminado na frente em 4 de outubro, com 47,03% dos votos contra 45,16% de Lula.


A abstenção caiu de 21,08%, no primeiro turno, para 19,21%, neste domingo. É a menor taxa para um segundo turno desde 2018. Votos brancos e nulos somaram 3,24%.


Com o resultado deste domingo, Lula amplia seu recorde de eleições diretas para a Presidência da República. Ele venceu em 2002, 2006, 2022 e 2026. Atrás do petista, estão Dilma Rousseff (2010 e 2014), Fernando Henrique Cardoso (1994 e 1998) e Rodrigues Alves (1902 e 1918), que faleceu antes de assumir o segundo mandato.


Prorrogação


O segundo turno foi marcado por uma situação inédita desde a redemocratização: o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prorrogação das eleições até as 19h. Ele atendeu a um pedido da candidatura de Lula, que denunciou falhas no transporte de eleitores em diversas regiões do país.


A medida valeu para todos os locais em que as urnas ainda estavam abertas no momento da decisão, que ocorreu logo após as 17h. As urnas já fechadas não foram reabertas.


Mesmo com a decisão do ministro, o TSE chegou a iniciar a divulgação dos resultados. Mas a apuração foi suspensa logo em seguida e retomada após as 19h.


A campanha de Flávio Bolsonaro também solicitou ao TSE a prorrogação das votações devido às chuvas em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul.


Após a derrota, Flávio afirmou que vai pedir anulação das eleições:


— O que aconteceu no dia de hoje não foi algo normal. Foi algo inaceitável. Pela primeira vez na história um ministro do STF dá uma canetada e muda a regra do jogo. As eleições deveriam ter sido anuladas. É impossível reconhecer o resultado.


Fonte: Agência Senado

Áudio vazado indica que presidente da Câmara de Feira pressionou funcionários a votar em Flávio


Um áudio vazado anonimamente reproduz a voz do vereador e presidente da Câmara Municipal de Feira de Santana, Marcos Lima (UNIÃO), coagindo funcionários a votar no senador Flávio Bolsonaro (PL) para a presidência da República sob ameaça de perder o cargo na assessoria do parlamentar. O posicionamento ainda foi reforçado pelo vereador e colega de partido, Galeguinho (UNIÃO), que defendeu a medida tomada pelo presidente em entrevista ao Rádio Sociedade News.

 

No áudio vazado, Marcos Lima teria afirmado que o esquema teria sido adotado pelo prefeito da Princesinha do Sertão, Zé Ronaldo (UNIÃO), visando evitar prejuízos que o município poderia ter em caso de uma vitória eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Apesar do histórico de gestores de oposição à frente de Feira, o presidenciável petista levou a melhor no município do Portal do Sertão Baiano, angariando 194.272 votos e ficando com 57,13% dos votos válidos.

 

"Fiquem sabendo que o União Brasil é de direita e vota no 22 [número de Flávio]. Então é importante eu passar para vocês, porque, caso aconteça alguma coisa que os prejudique, vocês estarão sabendo que não foi por falta de aviso", afirmou Marcos Lima em áudio vazado. A prática se configuraria como assédio eleitoral, crime que pode resultar em prisão de até 4 anos, perda do mandato político, inelegibilidade e multas.

 

Procurado pelo site De Olho na Cidade, o parlamentar negou a autoria do áudio. afirmando que a gravação teria sido gerada via inteligência artificial.


A atitude do político do União Brasil foi endossada pelo vereador Galeguinho, que afirmou em entrevista ao Rádio Sociedade News, veículo de Feira de Santana, que a medida é uma questão de sobrevivência. "Um assessor que trabalha comigo e não comunga com a minha ideologia política não serve para estar do meu lado. Não faz sentido você usufruir de um benefício e torcer contra ele ao mesmo tempo", afirmou o parlamentar. Bahia Notícías