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Segurança pública e violência: até onde vai a responsabilidade do Estado?

 

Dados recentes mostram cinco municípios baianos entre as dez cidades com maiores taxas de mortes violentas intencionais do Brasil. Mas afinal, qual é o papel do Estado diante da violência? E qual é a responsabilidade dos municípios e de seus prefeitos?




A segurança pública voltou a ocupar o centro do debate na Bahia diante dos elevados índices de violência registrados em diferentes regiões do Estado.


De acordo com o levantamento mais recente do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em julho de 2026, com dados referentes ao ano de 2025, a Bahia possui cinco municípios entre os dez com maiores taxas de Mortes Violentas Intencionais (MVI) do Brasil.


O ranking considera municípios com mais de 100 mil habitantes e utiliza a taxa de mortes violentas por 100 mil habitantes, permitindo uma comparação proporcional entre cidades de diferentes tamanhos. O indicador MVI engloba homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes decorrentes de intervenção policial.


As 10 cidades baianas com maiores taxas de MVI


Considerando os dados de 2025 apresentados no levantamento de 2026, o cenário entre os municípios baianos é o seguinte:

  1. Eunápolis – 85,1 mortes por 100 mil habitantes
  2. Porto Seguro – 71,2
  3. Simões Filho – 68,1
  4. Jequié – 67,4
  5. Juazeiro – 55,8
  6. Camaçari – 52,2
  7. Teixeira de Freitas – 49,4
  8. Luís Eduardo Magalhães – 44,8
  9. Feira de Santana – 44,2
  10. Salvador – 44,0


É importante esclarecer que essa lista é diferente de rankings anteriores. Por exemplo, Itabuna e Lauro de Freitas não estão entre as dez primeiras cidades baianas nesse recorte de MVI de 2025, embora também apresentem índices relevantes de violência. Lauro de Freitas aparece com taxa de 36,9 por 100 mil habitantes no levantamento.


Quem administra atualmente esses municípios?


Os dados políticos abaixo correspondem aos gestores municipais em exercício em setembro de 2026:


Eunápolis – prefeito Robério Oliveira (PSD). Ele foi eleito para o mandato 2025-2028 pelo Partido Social Democrático.


Porto Seguro – prefeito Jânio Natal (PL), reeleito em 2024 para o mandato 2025-2028.


Simões Filho – prefeito Devaldo Soares de Souza, o Del (União Brasil), eleito em 2024.


Jequié – prefeito Flávio Santana, o Flavinho (União Brasil). Ele assumiu o cargo em abril de 2026 após a renúncia de Zé Cocá, que deixou a Prefeitura para disputar as eleições de 2026.


Juazeiro – prefeito Andrei Gonçalves (MDB).


Camaçari – prefeito Luiz Caetano (PT), eleito no segundo turno de 2024.


Teixeira de Freitas – prefeito Marcelo Belitardo. Ele foi eleito em 2024 pelo União Brasil, mas posteriormente passou a integrar o PT, aproximando-se da base do governador Jerônimo Rodrigues.


Luís Eduardo Magalhães – prefeito Júnior Marabá (PP), reeleito em 2024.


Feira de Santana – prefeito José Ronaldo de Carvalho (União Brasil), eleito em 2024 para seu quinto mandato à frente do município.


Salvador – prefeito Bruno Reis (União Brasil), reeleito em 2024.


Mas quem é responsável pela segurança pública?


A resposta exige uma distinção importante.


A Constituição Federal, em seu artigo 144, estabelece expressamente que:


“A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio...”


O próprio artigo estabelece os órgãos responsáveis:


I – Polícia Federal;

II – Polícia Rodoviária Federal;

III – Polícia Ferroviária Federal;

IV – Polícias Civis;

V – Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares;

VI – Polícias Penais federal, estaduais e distrital.


O que diz o artigo 144?


O artigo 144 da Constituição Federal também define as principais atribuições dos órgãos de segurança.


A Polícia Federal exerce, entre outras funções, a apuração de infrações penais contra a ordem política e social ou contra bens, serviços e interesses da União, além de outras infrações de repercussão interestadual ou internacional que exijam repressão uniforme.


A Polícia Rodoviária Federal destina-se ao patrulhamento ostensivo das rodovias federais.


Às Polícias Civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira, incumbem as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais, exceto as militares.


Às Polícias Militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública.


Aos Corpos de Bombeiros Militares, além das atribuições definidas em lei, incumbe a execução de atividades de defesa civil.


As Polícias Penais destinam-se à segurança dos estabelecimentos penais.


A Constituição também estabelece que os Estados e o Distrito Federal organizam e mantêm suas polícias civis, polícias militares e corpos de bombeiros militares, enquanto a União organiza e mantém as instituições policiais federais.


E as Guardas Municipais?


O § 8º do artigo 144 prevê que os municípios podem constituir guardas municipais destinadas à proteção de seus bens, serviços e instalações, conforme dispuser a lei.


Entretanto, a interpretação atual não deve ficar limitada à ideia de que a Guarda Municipal atua somente como uma espécie de vigilância patrimonial.


Em fevereiro de 2025, o Supremo Tribunal Federal decidiu, no Tema 656 da repercussão geral, que é constitucional o exercício de ações de segurança urbana pelas Guardas Municipais, inclusive policiamento ostensivo e comunitário, desde que respeitadas as atribuições dos demais órgãos de segurança pública e sem exercício de atividade de polícia judiciária.


Portanto, municípios também podem exercer papel relevante na segurança urbana, especialmente por meio de suas Guardas Municipais, ações preventivas, iluminação pública, ordenamento urbano, políticas para juventude, educação, assistência social e outras políticas públicas que contribuam para a prevenção da violência.


Segurança pública não é a mesma coisa que violência


É justamente neste ponto que o debate precisa ser feito com responsabilidade.


Segurança pública e violência são fenômenos diferentes.


A segurança pública é uma política e um serviço público destinado à proteção da sociedade, à prevenção de crimes, à preservação da ordem e à investigação e repressão das infrações.


A violência, por sua vez, é um fenômeno social que pode possuir múltiplas causas.


Crimes violentos podem estar relacionados a disputas entre organizações criminosas, tráfico de drogas, conflitos interpessoais, violência doméstica, desigualdade social, ausência de oportunidades, conflitos territoriais, fatores culturais, consumo abusivo de determinadas substâncias, circulação de armas, entre diversos outros fatores.


Por isso, afirmar simplesmente que “o Estado é responsável pela violência” é uma generalização que não corresponde ao funcionamento jurídico e social da questão.


O Estado tem, sim, responsabilidade constitucional pela segurança pública. Isso significa que possui o dever de organizar forças policiais, investigar crimes, realizar policiamento, prevenir delitos, proteger a população e buscar a preservação da ordem pública.


Mas isso é diferente de afirmar que o Estado seja o autor ou o responsável direto por cada crime cometido por um indivíduo ou por uma organização criminosa.


O Estado pode ser responsabilizado?


Pode, mas é necessário analisar a situação concreta.

Existe diferença entre:


1. Responsabilidade pela prestação do serviço público: o Estado possui o dever constitucional de oferecer segurança pública;


2. Responsabilidade por uma ação ou omissão estatal específica: determinadas condutas de agentes públicos podem gerar responsabilidade do Estado, conforme as circunstâncias e a legislação;


3. Responsabilidade pelo crime praticado por terceiro: em regra, o simples fato de um crime ter ocorrido não significa automaticamente que o Estado seja juridicamente responsável pelo ato praticado pelo criminoso.


Portanto, é incorreto transformar todo homicídio, assalto, feminicídio ou conflito entre criminosos em responsabilidade automática do governo.


Ao mesmo tempo, também seria equivocado concluir que o poder público não possui nenhuma responsabilidade diante dos índices de criminalidade.


O dever estatal existe justamente para prevenir, investigar e combater a criminalidade.


Proteção, prevenção e repressão qualificada


Uma política de segurança eficiente precisa trabalhar em diferentes frentes.


Proteção


Garantir a integridade física das pessoas, a preservação da ordem pública e a proteção do patrimônio.


Prevenção


Atuar antes que o crime aconteça, utilizando policiamento ostensivo, inteligência, análise criminal, presença territorial e políticas públicas capazes de reduzir fatores de risco.


Repressão qualificada


Investigar crimes, identificar autores, reunir provas, cumprir decisões judiciais e desarticular organizações criminosas dentro da legalidade.


Nesse último ponto, inteligência policial e investigação são fundamentais. Combater organizações criminosas não significa apenas aumentar o número de policiais nas ruas, mas também identificar estruturas, lideranças, fluxos financeiros, áreas de atuação e conexões criminosas, sempre mediante os procedimentos legais.


O papel dos prefeitos


Outro ponto que precisa ser esclarecido é que prefeito não é governador e não possui comando sobre a Polícia Militar ou a Polícia Civil do Estado.


A segurança pública estadual está inserida principalmente na estrutura do Governo do Estado.


Isso, entretanto, não significa que o prefeito seja completamente alheio ao problema.


O município pode contribuir por meio da Guarda Municipal, iluminação pública, urbanização, ocupação de espaços públicos, políticas para crianças e adolescentes, esporte, educação, assistência social, prevenção às drogas, recuperação de áreas degradadas e cooperação com os demais órgãos de segurança.


Assim, quando uma cidade apresenta elevados índices de violência, a análise séria deve considerar a responsabilidade de cada esfera de governo, sem atribuir ao prefeito aquilo que constitucionalmente compete ao Estado e sem retirar do município suas próprias responsabilidades.


Bahia precisa de um debate baseado em dados


Os números recentes merecem atenção.


A Bahia colocou cinco municípios entre as dez cidades brasileiras com maiores taxas de Mortes Violentas Intencionais em 2025, segundo o levantamento divulgado em 2026. Eunápolis ficou na segunda posição nacional, Porto Seguro na quarta, Simões Filho na quinta, Jequié na sexta e Juazeiro na décima.


Ao mesmo tempo, o Estado registrou redução de homicídios em 2025 em comparação com 2024, segundo os dados divulgados no contexto do levantamento. Isso demonstra que a discussão não deve ser feita apenas com discursos políticos, mas com estatísticas, investigação das causas, avaliação das políticas públicas e cobrança de resultados.


Conclusão


A violência não possui uma única causa e não pode ser explicada exclusivamente pela atuação ou pela ausência do Estado.


Entretanto, segurança pública é, constitucionalmente, dever do Estado e responsabilidade de todos.


O desafio consiste em distinguir as responsabilidades: União, Estado e municípios possuem competências diferentes, enquanto a sociedade também exerce papel importante na prevenção e no enfrentamento da violência.


O debate público, portanto, deve fugir tanto da afirmação de que “o governo é culpado por toda violência” quanto da ideia de que “o governo não tem responsabilidade alguma”.


A posição juridicamente mais adequada está no meio desses dois extremos: o Estado tem o dever de prestar segurança pública e combater a criminalidade, mas não é automaticamente responsável por cada ato criminoso praticado por terceiros.


Mais do que procurar culpados políticos para cada ocorrência, é necessário cobrar políticas de prevenção, policiamento eficiente, investigação, inteligência, integração entre as forças de segurança, atuação municipal e políticas sociais capazes de reduzir os fatores que alimentam a violência.

 

 

Jerônimo reúne mais de 350 prefeitos aliados em Salvador para alinhar campanha

Encontro reuniu gestores dos 27 territórios de identidade da Bahia e reforçou articulação política para as eleições de 2026.



O governador e candidato à reeleição Jerônimo Rodrigues (PT) reuniu mais de 350 prefeitos aliados nesta quarta-feira (19), em um hotel de Salvador. O encontro contou com gestores dos 27 territórios de identidade da Bahia e teve como objetivo alinhar estratégias para a campanha eleitoral. Também participaram o vice-governador Geraldo Júnior, os candidatos ao Senado Rui Costa e Jaques Wagner, além do senador Otto Alencar.


Representantes dos oito partidos que integram a base aliada estiveram presentes na reunião, que buscou reforçar a unidade política do grupo. Durante o evento, Jerônimo destacou a importância de projetos qualificados e equipes preparadas para os próximos quatro anos.


Ibirataia: Solenidade reúne autoridades e famílias na entrega de fardamentos aos alunos do CPM - Colégio Municipal José Firmino da Silva


Na tarde desta quinta-feira (13), a Prefeitura de Ibirataia, em parceria com a Polícia Militar da Bahia (PMBA), realizou a solenidade de entrega dos fardamentos aos alunos da Unidade de Ensino Municipal Conveniada com a PMBA, no Colégio Municipal José Firmino da Silva. O evento reuniu autoridades municipais, representantes da corporação, estudantes e familiares, marcando mais uma etapa do fortalecimento da educação no município.



A cerimônia contou com a presença do comandante da 55ª Companhia Independente da Polícia Militar (55ª CIPM), major Héber Nascimento Correia, do prefeito Alexandro Freitas, do secretário de Educação e vice-prefeito Caio Pina, do presidente da Câmara Municipal, Antônio Santos de Jesus, além de secretários municipais e demais representantes da administração pública. A participação das autoridades reforçou o compromisso conjunto entre o poder público e a Polícia Militar com a formação dos estudantes.



Pais e responsáveis prestigiaram o evento e lotaram o espaço da solenidade, acompanhando um dos momentos mais marcantes da programação: o juramento realizado pelos alunos. A emoção das famílias evidenciou a importância do projeto, que busca incentivar valores como disciplina, responsabilidade, respeito e cidadania no ambiente escolar.



"Investir na educação é investir no futuro de Ibirataia. Essa parceria com a Polícia Militar fortalece valores como disciplina, respeito, responsabilidade e cidadania, contribuindo para a formação de jovens mais preparados para os desafios da vida. Seguiremos apoiando iniciativas que promovam um ensino de qualidade e construam um futuro melhor para nossas crianças e adolescentes." - destacou o prefeito Sandro Futuca.



A parceria entre a Prefeitura de Ibirataia e a Polícia Militar da Bahia integra uma proposta educacional voltada para o desenvolvimento integral dos estudantes. Além da formação acadêmica, o modelo incentiva a convivência ética, o fortalecimento dos vínculos com a comunidade e a construção de um ambiente escolar mais organizado e seguro.




Segundo a 55ª CIPM, iniciativas como essa reafirmam o compromisso da Polícia Militar da Bahia com a educação e a formação cidadã dos jovens. A corporação destaca que o compartilhamento de conhecimento, aliado à disciplina e aos princípios de respeito e responsabilidade, contribui para a construção de um futuro com mais oportunidades para os estudantes de Ibirataia.






Lula aparece com 39% contra 30% de Flávio Bolsonaro em nova pesquisa Genial/Quaest

Foto: Montagem com fotos Agência Brasil e Agência Senado

Uma nova rodada da pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (5) apontou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou 39% das intenções de voto no cenário estimulado. Na segunda colocação aparece o senador Flávio Bolsonaro (PL) marcando 30%. 

Na sequência, aparecem empatados Renan Santos (Missão) e o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), ambos com 4% da preferência. Já o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) registra 2%, seguido por Cabo Daciolo (Mobiliza), Augusto Cury (Avante) e Samara Martins (UP), com 1% cada.

 

Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU) e Leonardo Avalanche (PRTB) não pontuaram. Eleitores que declaram voto em branco, nulo ou que não pretendem votar chegam a 8%, enquanto os indecisos representam 10% da amostra.

 

Na comparação com a pesquisa anterior da Genial Quaest, o cenário estimulado mostrou estabilidade. O petista oscilou para 39%, vindo de 40% em julho, por enquanto que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro variou para 30%, frente aos 28% da pesquisa anterior. 

 

Todos esses registros ocorrem dentro da margem de erro, conforme apontou a pesquisa. O levantamento entrevistou 2.004 pessoas, entre os dias 31 de julho e 03 de agosto; a margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o índice de confiança é de 95%.




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Rui Costa e Jaques Wagner lideram disputa ao Senado na Bahia



Paraná Pesquisas/ Bahia Notícias:


O ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), e o atual senador Jaques Wagner (PT) lideram as pesquisas de intenção de votos ao Senado Federal na Bahia. Isso é o que aponta o levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, em parceria com o Bahia Notícias, divulgado nesta segunda-feira (3).

 

Em um cenário estimulado, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos eleitores, a pesquisa registra uma margem de quase 10% entre os candidatos petistas. O levantamento permite que cada entrevistado possa citar dois nomes, considerando que são dois votos ao Senado este ano.

 

Nesse sentido, enquanto Rui Costa foi citado em 44,6% das respostas, Jaques Wagner registrou 35,1% das intenções de voto. Na sequência, aparecem os candidatos da oposição. O presidente do PL na Bahia, João Roma, aparece com 24,1% das intenções de voto, e o atual senador Angelo Coronel (Republicanos) registrou 21,9% das respostas.

 

A candidata do PSOL, Professora Delliana, foi citada por 6,4% dos eleitores questionados, e o candidato Marcelo Santtana (DC) registrou 2,1% das intenções de voto. Marcelo Carvalho, candidato do partido Rede Sustentabilidade, surgiu com 1,8% dos votos e Gregório Gould (UP) foi citado por 1,6% dos eleitores entrevistados.


Outros 13,4% dos eleitores disseram que votariam em branco, nulo ou não votariam em nenhum candidato, e 6,9% não souberam responder.

 

O Instituto Paraná Pesquisas ouviu presencialmente 1.400 eleitores entre os dias 31 de julho e 2 de agosto, em 60 municípios. O levantamento possui intervalo de confiança de 95% e margem de erro de 2,7%, sob registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nº BA-03043/2026.



Do Bahia Notícias