No áudio vazado, Marcos Lima teria afirmado que o esquema teria sido adotado pelo prefeito da Princesinha do Sertão, Zé Ronaldo (UNIÃO), visando evitar prejuízos que o município poderia ter em caso de uma vitória eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Apesar do histórico de gestores de oposição à frente de Feira, o presidenciável petista levou a melhor no município do Portal do Sertão Baiano, angariando 194.272 votos e ficando com 57,13% dos votos válidos.
"Fiquem sabendo que o União Brasil é de direita e vota no 22 [número de Flávio]. Então é importante eu passar para vocês, porque, caso aconteça alguma coisa que os prejudique, vocês estarão sabendo que não foi por falta de aviso", afirmou Marcos Lima em áudio vazado. A prática se configuraria como assédio eleitoral, crime que pode resultar em prisão de até 4 anos, perda do mandato político, inelegibilidade e multas.
Procurado pelo site De Olho na Cidade, o parlamentar negou a autoria do áudio. afirmando que a gravação teria sido gerada via inteligência artificial.
A atitude do político do União Brasil foi endossada pelo vereador Galeguinho, que afirmou em entrevista ao Rádio Sociedade News, veículo de Feira de Santana, que a medida é uma questão de sobrevivência. "Um assessor que trabalha comigo e não comunga com a minha ideologia política não serve para estar do meu lado. Não faz sentido você usufruir de um benefício e torcer contra ele ao mesmo tempo", afirmou o parlamentar. Bahia Notícías
0 Comentários