A reportagem indica que as evidências foram encontradas em abril deste ano, após uma operação que desmontou um laboratório de drogas e armazenamento de armas em Itapuã. No local, foram apreendidos celulares onde os investigadores localizaram conversas atribuídas ao militar oferecendo materiais de uso restrito e armamentos para criminosos.
O telefone que revelou a conexão pertencia a Gabriel Reis Oliveira, apontado pela polícia como responsável pela compra e revenda de armas e drogas para diferentes facções criminosas. Nas conversas, Gabriel e Deivison utilizavam apenas um emoji para se identificar nas conversas, porém o militar teria fornecido dados pessoais, como CPF e chave Pix, para receber pagamentos.
De acordo com a Polícia Civil (PC-BA), somente para esse grupo criminoso o cabo teria vendido cerca de 1.000 munições de fuzil dos calibres 5.56 e 7.62. Também há registros de negociações envolvendo granadas, embora a quantidade exata desviada ainda não tenha sido identificada.
Já em setembro, uma operação com a participação de 250 agentes teve como alvo o cabo Deivison dos Santos Ferreira, mas ele já estava preso desde o mês anterior por determinação da Justiça Militar.
Em nota ao Fantástico, o Comando da Sexta Região Militar informou que o militar está preso preventivamente em investigação relacionada ao desaparecimento de coletes balísticos. Segundo o Exército, ele permanecerá custodiado em unidade militar à disposição da Justiça.
Além de esclarecer a origem das armas e munições negociadas, os investigadores da Polícia Civil (PC-BA) buscam identificar possíveis participantes do esquema. Em diferentes conversas analisadas, o cabo faz referência a outras pessoas envolvidas no fornecimento de granadas e munições.
Em nota, os advogados do cabo Deivison afirmaram que ele nega todas as acusações e que, no momento oportuno, todos os fatos serão esclarecidos. A defesa disse ainda que trabalha para revogar as prisões. Bahia Notícías
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