As investigações apontaram uma estrutura formada por quatro lideranças, chamadas de “Torres”, que exerciam influência sobre diferentes regiões, especialmente em Ilhéus. Parte dos investigados já está presa e também é alvo de novos mandados.
Entre os suspeitos estão dois policiais militares, investigados por supostamente receber vantagens para favorecer o grupo, além de um advogado, apontado como responsável pela interlocução entre integrantes da organização e pela intermediação de pagamentos.
Segundo a Polícia Civil, o grupo mantinha contato para decidir questões relacionadas ao tráfico de drogas, compra de armas e prática de homicídios.
Na Bahia, mais de 200 agentes participam das diligências em Ilhéus, Itabuna, Feira de Santana, Serrinha, Luís Eduardo Magalhães, Porto Seguro, Salvador, Simões Filho e Vitória da Conquista. A operação também ocorre em São Paulo, Guarujá, Maceió, Nossa Senhora do Socorro e Rio de Janeiro.
A Justiça determinou ainda o bloqueio de bens e ativos financeiros de 31 pessoas físicas e 11 empresas, até o limite global de R$ 300 milhões.
A operação é coordenada pela Diretoria Regional de Polícia do Interior (DIRPIN/Sul) e pela 7ª Coorpin de Ilhéus, com apoio de unidades da Polícia Civil, do Comando de Policiamento da Região Sul e da Corregedoria da Polícia Militar da Bahia.
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