Em participação no MengoCast, programa oficial do Flamengo, nesta segunda-feira (28), o dirigente defendeu que a MP seja revista pelo Congresso Nacional ou pelo Supremo Tribunal Federal. Segundo Bap, o problema não está apenas na decisão sobre as apostas, mas na forma como a mudança foi implementada.
O presidente do Flamengo defendeu ainda que, caso haja mudanças no setor, seja estabelecido um período de transição para que os clubes possam se adaptar à perda das receitas provenientes de patrocínios e contratos relacionados às bets.
A preocupação do Flamengo está diretamente ligada ao contrato com uma casa de apostas que ocupa o espaço de patrocinadora máster do clube. Segundo Bap, o impacto financeiro poderá atingir não apenas o futebol masculino, mas também o futebol feminino e os esportes olímpicos.
A Medida Provisória nº 1.394/2026 já está em vigor. Pela regra estabelecida, os apostadores têm até 5 de outubro para retirar voluntariamente os valores disponíveis nas plataformas, enquanto os sites e aplicativos deverão sair do ar a partir de 6 de outubro.
A MP, entretanto, ainda precisa ser analisada pelo Congresso Nacional. Caso não seja aprovada dentro do prazo constitucional, perderá a validade. A discussão também chegou ao Judiciário, com entidades ligadas ao setor questionando a medida no Supremo Tribunal Federal.
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