Ao todo, estão sendo cumpridos 33 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). As diligências acontecem em Gongogi, Itabuna, Ilhéus, Dário Meira, Ipiaú, Ibicaraí, Valença e Eunápolis, com a participação de policiais federais e auditores da CGU.
De acordo com a investigação, há suspeitas da existência de uma organização criminosa que teria atuado no âmbito da administração municipal, com a possível participação de agentes públicos e particulares. O grupo é investigado por supostas fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro.
Entre as irregularidades investigadas estão o possível direcionamento de processos licitatórios, uso de documentos falsos e simulação de procedimentos administrativos. A apuração também identificou indícios de pagamentos por serviços que não teriam sido realizados ou que teriam sido executados apenas parcialmente.
A investigação aponta ainda que recursos supostamente desviados teriam sido posteriormente movimentados por meio de outras pessoas e empresas, numa possível tentativa de ocultar a origem e o destino dos valores.
Além de documentos, aparelhos e outras mídias que possam contribuir para as investigações, a Justiça autorizou a apreensão de dinheiro em espécie, joias e veículos relacionados aos investigados. Também foram determinadas medidas para bloqueio e indisponibilidade de valores, imóveis, veículos e outros bens, até o limite de R$ 2 milhões.
Todo o material recolhido durante a Operação Severus será analisado pela Polícia Federal e pela CGU. As investigações continuam com o objetivo de esclarecer a atuação dos envolvidos e individualizar eventuais responsabilidades.
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