Homem é condenado a 35 anos de prisão por matar pai e filho em Jequié


Após um julgamento marcado pela expectativa da família das vítimas e pela forte comoção provocada pelo  crime, Jilvane Souza Morais, conhecido como “Gazo”, foi condenado nesta quarta-feira (19) a 35 anos e 10 meses de prisão, em regime fechado, pelas mortes de Paulo Roberto José Cardoso e Vitor Rubato Cardoso, pai e filho assassinados em Jequié, no sudoeste da Bahia. O julgamento ocorreu pelo Tribunal do Júri, que analisou a acusação contra Jilvane e, ao final, definiu a pena superior a três décadas de reclusão.Um dos momentos mais emocionantes do júri ocorreu durante a manifestação da defesa das vítimas. Foi relatado que a mãe de Vitor e esposa de Paulo vinha contando os dias desde a morte dos dois. Nesta quarta-feira, data do julgamento, eram 583 dias de ausência de pai e filho.

A lembrança dos 583 dias evidenciou a dimensão da perda para a família e marcou um dos momentos de maior emoção durante a sessão. Para os familiares, o julgamento representava não apenas a responsabilização do acusado, mas também um momento de encerramento de um longo período de espera por uma resposta da Justiça.

O crime que chocou Jequié

O crime aconteceu na tarde de 13 de janeiro, no bairro Pompílio Sampaio, em Jequié. Segundo as informações apuradas na época, Paulo Roberto e o filho Vitor foram até a residência de Jilvane para conversar sobre uma reforma de um telhado. Durante a conversa, teria ocorrido um desentendimento entre os três. O acusado, segundo a investigação, efetuou disparos contra pai e filho.

Após os tiros, Jilvane fugiu do local em uma bicicleta. As duas vítimas foram socorridas e encaminhadas ao Hospital Geral Prado Valadares (HGPV). Vitor Rubato Cardoso, de 34 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu após ser baleado.

Paulo Roberto José Cardoso permaneceu internado por cerca de três semanas no hospital, mas também não resistiu. Ele morreu na noite do dia 3, após permanecer internado por 21 dias, segundo as informações divulgadas na ocasião. A morte de Paulo aconteceu depois da perda do filho, fazendo com que a família enfrentasse uma segunda despedida provocada pelo mesmo episódio.

Fuga e prisão do acusado

Após o crime, Jilvane Souza Morais deixou Jequié e fugiu para o estado do Rio de Janeiro. Ele foi localizado e preso três dias depois, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A prisão permitiu que o processo avançasse até chegar ao julgamento pelo Tribunal do Júri. Nesta quarta-feira (19), diante dos jurados, o caso voltou a ser discutido. Ao final da sessão, Jilvane foi condenado a 35 anos e 10 meses de reclusão, em regime fechado, pelas duas mortes.

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A condenação encerra uma das etapas mais aguardadas pela família de Paulo e Vitor, que convive há 583 dias com a ausência dos dois. O caso, que começou com uma discussão relacionada à reforma de um telhado, terminou com a morte de pai e filho e provocou profunda comoção em Jequié. *Com informações do Blog Marcos Cangussu 

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