Segundo testemunhas, ele estava de folga e consumia bebida alcoólica no estabelecimento quando iniciou uma discussão com Luena. Durante o desentendimento, o policial atirou contra a mulher, que foi atingida pelas costas e morreu ainda no local. Em seguida, ele foi preso e encaminhado à Delegacia Regional de Sobral.
O namorado da vítima, Hilton Fernandes, contou que havia chamado Luena para ir embora quando ouviu o disparo. “Chamei ela para ir para casa, mas aconteceu isso. Não sei a motivação da briga deles”, afirmou. Familiares da mulher relataram que Luena já tinha desavenças com o policial e disseram que ela havia sido agredida por ele em outra ocasião. A vítima deixa dois filhos.
Durante o depoimento, Caio afirmou ser dependente de álcool, sofrer de ansiedade e fazer uso contínuo de medicamentos. Apesar de reconhecer que os fatos apurados são “graves e reprováveis”, o juiz responsável pela audiência de custódia decidiu conceder liberdade ao policial por entender que ele é “tecnicamente primário” e que, até aquele momento, não havia elementos suficientes para justificar a prisão preventiva.
Na decisão, o magistrado ressaltou que a gravidade do crime, por si só, não autoriza a manutenção da prisão antes do julgamento e destacou que seria necessário demonstrar, “o que foi insuficiente até o momento da decisão”, os motivos que justificassem a custódia cautelar. Como condição para responder ao processo em liberdade, o policial deverá cumprir medidas cautelares, entre elas manter o endereço atualizado perante a Justiça.
A Polícia Militar informou que Caio Filizola estava afastado das atividades para tratamento de saúde e confirmou que ele foi autuado em flagrante por homicídio. A corporação acrescentou que, durante o deslocamento para o presídio militar, o policial passou mal, foi levado para uma unidade hospitalar e permaneceu sob escolta.
A Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e do Sistema Penitenciário (CGD) instaurou procedimento administrativo para apurar o caso e determinou o afastamento preventivo do policial, conforme prevê a legislação. (Correio 24h)
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