De acordo com a advogada Juliana Irineu, responsável pela defesa do médico, ele foi levado à força da própria residência após ser surpreendido por funcionários da clínica. O profissional relata que dormia no apartamento dos pais quando foi chamado pela mãe para ajudar o irmão. Ao abrir a porta do quarto, encontrou quatro homens, que o imobilizaram.
“Houve luta corporal. Ele resistiu por cerca de duas horas, pedia um advogado, dizia que não estava drogado e solicitava exames”, afirmou a advogada. Ainda de acordo com a defesa, o médico foi colocado em uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado diretamente para a clínica.
Durante o período de internação, o médico afirma que teve o celular e os documentos retidos e passou dias sem avaliação adequada. Apenas três dias após dar entrada na clínica, foi submetido a um laudo psiquiátrico, que o classificou como dependente de cocaína.
“Não houve exame toxicológico para comprovar essa dependência. Ele pedia insistentemente novos exames e uma reavaliação psiquiátrica, mas não era atendido”, disse Juliana.
O paciente relata ainda que era medicado diariamente sem consentimento e sem saber exatamente quais substâncias estava ingerindo. Segundo ele, o ambiente e a falta de autonomia agravaram o seu estado emocional. *Ler mais no Metrópoles.
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