As vítimas são pacientes mulheres que fizeram registro de ocorrência e já prestaram depoimento. As investigações apontam que o médico Daniel Pereira Kollet, de 55 anos, dopava as mulheres e praticava abusos sexuais durante os atendimentos. Uma delas relatou à polícia que o cardiologista a prescreveu o uso de medicação controlada e pediu que ela retornasse ao consultório periodicamente, local onde os crimes aconteceram.
“Foi abusada várias vezes, porque ele mandava voltar na clínica. Ele dopava a vítima e praticava estupros reiterados de forma sistemática. A vítima andava dopada, se arrastando. Ela está vulnerável, então configura estupro de vulnerável”, explicou o delegado Valeriano Garcia Neto, ao g1.
O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers) disse que tomou conhecimento sobre o caso e que já tomou medidas para investigação. “A situação é grave e deve ser apurada com rigor. Se comprovada a denúncia, todas as ações necessárias serão tomadas para punir os responsáveis”, afirma.
A defesa de Daniel Pereira Kollet disse que “não teve acesso ao inquérito que originou a prisão, contando, até o momento, apenas com informações preliminares”. “Em conversa com nosso cliente, este negou integralmente todas as acusações que lhe foram imputadas”, afirma. (Correio 24h)
0 Comentários