Uma das vítimas é Raiana Ribeiro da Silva, contratada como babá. Ela relatou que vivia sob vigilância constante, recebia menos de um salário mínimo e sofria agressões físicas, como mordidas e puxões de cabelo.
De acordo com o processo, Raiana foi impedida de deixar o emprego e teve o celular retido pela patroa. Sem alternativa, tentou fugir pelo basculante do banheiro do apartamento, no 3º andar do prédio. A queda causou diversas fraturas e lesões. O episódio revelou à polícia a situação de cárcere e violência em que a trabalhadora vivia.
Durante o andamento do processo, também foi identificado o caso de Maria Domingas, de 60 anos. Ela trabalhou por dois anos para a ré sem receber salário. Segundo os autos, Maria Domingas era mantida no local sob ameaças de morte contra filhos e netos caso tentasse fugir.
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