Segundo a Polícia Civil, o interno afirmou ter recebido o material da dentista com a instrução de entregá-lo em uma cela específica, alegando desconhecer o conteúdo ilícito. Revelando, portanto, um esquema de funcionamento de tráfico de drogas vindo de fora do presídio.Durante a audiência de custódia, a defesa da dentista alega que a prisão era ilegal por não haver situação de flagrância, uma vez que a droga não estava em posse direta da acusada no momento da abordagem. A defesa também pleiteou a liberdade provisória ou prisão domiciliar, ressaltando que a dentista é primária, possui residência fixa e faz tratamento contra o câncer há dois anos e meio.
Em decisão de justiça assinada nesta sexta-feira (20), o magistrado juiz Genivaldo Alves Guimarães decide que o esquema já vinha sendo monitorado pela Polícia Penal e manteve a prisão. O magistrado rejeitou os pedidos, pontuando que a gravidade da conduta e a ameaça a testemunhas justificam a manutenção da prisão para garantia da ordem pública e conveniência da instrução criminal.
A decisão obtida pelo portal Achei Sudoeste, que a polícia já monitorava a profissional devido a suspeitas anteriores. A dentista não era submetida à revista pelo equipamento de BodyScan (escâner corporal) por estar em tratamento contra um câncer.
Após o flagrante, a suspeita foi conduzida à Delegacia Territorial de Brumado, onde a prisão foi formalizada. Policiais também realizaram buscas no armário funcional da dentista, resultando na apreensão de um aparelho celular.
O caso segue sob investigação para identificar possíveis destinatários e outros envolvidos no esquema. Bahia Notícías
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