O risco aumentou com o avanço dos sistemas de cruzamento eletrônico de dados. A Receita tem intensificado a fiscalização por meio da e-Financeira, plataforma que amplia a capacidade de monitoramento das movimentações financeiras dos contribuintes. Regulamentado pela Instrução Normativa RFB nº 1.571/2015, o sistema obriga bancos e instituições financeiras a enviarem periodicamente ao Fisco informações detalhadas sobre operações realizadas por seus clientes.
Na prática, são comunicadas movimentações superiores a R$ 2 mil por mês, no caso de pessoas físicas. Os dados são repassados semestralmente e incluem registros que permitem ao órgão comparar renda declarada, gastos no cartão, aplicações financeiras e evolução patrimonial.
A partir desse cruzamento, inconsistências podem ser identificadas, levando o contribuinte à malha fina e à necessidade de prestar esclarecimentos ou retificar a declaração. Especialistas orientam que todas as fontes de renda sejam corretamente informadas e que despesas incompatíveis com os ganhos declarados sejam evitadas ou devidamente justificadas para reduzir o risco de autuações.
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