O suspeito, que apresentava um surto psicótico, desferiu diversos golpes de faca contra o cachorro de estimação de sua irmã, matando o animal, e passou a manter seus próprios pais sob constante ameaça de morte dentro da residência da família.
A gravidade da ocorrência exigiu a presença imediata de equipes da Polícia Civil, Polícia Militar, Guarda Municipal e profissionais da Secretaria de Saúde, que iniciaram um exaustivo processo de negociação que se estendeu por cerca de seis horas, durante o qual o homem resistiu a todas as tentativas de rendição voluntária e proferiu ameaças reiteradas contra os agentes que cercavam o imóvel.
Diante do esgotamento das alternativas de diálogo e do risco iminente à vida dos reféns e dos policiais, a Polícia Civil adotou uma tática de intervenção controlada para desarmar o investigado sem causar ferimentos fatais, utilizando um disparo de precisão que atingiu a faca empunhada pelo agressor.
Após ser desarmado, as equipes táticas invadiram a residência e, após luta corporal, conseguiram imobilizar o homem, que já possuía um histórico de violência na região, incluindo uma tentativa de esfaquear policiais militares em 2024.
O suspeito foi autuado pelos crimes de resistência e maus-tratos a animais com base na Lei Sansão (Lei n° 14.064/2020), permanecendo agora à disposição da Justiça e aguardando avaliações psiquiátricas oficiais para determinar as medidas cabíveis quanto à sua saúde mental e responsabilidade criminal.
Fonte: Jornalista Mateus Oliver
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