O Rio de Janeiro apresentou o maior percentual proporcional do país: 14% dos detentos beneficiados não voltaram. Entre os foragidos está um traficante conhecido como “Bolado”, apontado como integrante do Comando Vermelho, já envolvido em tentativas de fuga anteriores.
Mesmo com índice proporcional igual à média nacional, São Paulo concentrou o maior número absoluto de evasões, com 1.131 presos que descumpriram o retorno obrigatório.
Apesar de o Congresso Nacional ter aprovado, em 2024, o fim das chamadas “saidinhas”, a regra vale apenas para crimes cometidos após a entrada em vigor da nova lei. Por isso, condenados por crimes anteriores continuam tendo direito ao benefício. Especialistas avaliam que, com o tempo, o número de presos aptos à saída temporária deve diminuir gradualmente.
O Ministério da Justiça e gestores do sistema prisional informaram que a fiscalização será intensificada, enquanto juristas apontam que a mudança na legislação deve impactar o perfil dos beneficiados nos próximos anos.
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