“Eu estou meio cabreiro com isso porque ele tem sócios, não estou acusando ninguém, mas esse negócio dos sócios dele que ele abriu a empresa agora, não sei qual é a sociedade dele. Ele foi um dia desses vender uma fazenda em Euclides da Cunha”, disse à TV Bahia, Gleiber Favela, ex-vereador com cinco mandatos pela cidade do Recôncavo Baiano.
O pai também disse que Gleiber não costumava mantê-lo informado sobre suas movimentações financeiras. “Meu filho não passava para mim algumas coisas”, contou. O vereador e o assessor foram mortos a tiros em uma casa da família às margens da BA-420, na zona rural de Santo Amaro. A polícia realizou uma perícia no local nesta segunda-feira (10).
A hipótese é de que os dois foram mortos enquanto estavam dormindo. Antes do crime, Gleiber esteve na inauguração de uma loja de veículos em Feira de Santana. Mais tarde, uma publicação no Instagram mostrou que ele esteve em uma confraternização onde Diego estava presente. Os dois voltaram juntos para o sítio na noite do sábado (9).
O CNPJ de Gleiber remete a uma empresa de nome fantasia ME GLEIBER JR COMERCIO E SERVICOS com fundação em 2013 e com situação ativa, segundo o site do Serasa Experience. A principal atividade econômica é o comércio a varejo de pneumáticos e câmaras-de-ar. Não há informações sobre uma empresa mais recente sob o nome do vereador.
Vereador tinha passagens na polícia
Vereador reeleito em 2024 com cerca de 956, Gleiber acumulava acumulava rixas e registros policiais. De acordo com processos judiciais movidos contra ele no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), o parlamentar municipal foi investigado por crimes de ameaça, invasão de propriedade privada e receptação, crime pelo qual chegou a ser preso.
O vereador foi denunciado por ameaça após perseguir e bater de maneira proposital seu carro no veículo de um homem, que o denunciou à polícia. Na época, a vítima teria alegado que Gleiber teria ameaçado também duas mulheres. Apesar do relato e da investigação, o caso foi arquivado pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) por falta de provas no ano de 2022.
Já em 2024, Gleiber virou alvo de um processo de reintegração de posse e acusado de invadir uma fazenda entre Euclides da Cunha e Canudos. Na ação de invasão, inclusive, a denunciante afirmou que o vereador teria ameaçado o caseiro do local para expulsá-lo. Gleiber chegou a afirmar que seria dono da propriedade, mas teve todos os documentos que sustentavam a versão rejeitados pelo juiz do caso.
Em 2019, o vereador foi preso em flagrante, na cidade de Feira de Santana, pelo crime de receptação. Gleiber pagou fiança de R$ 7 mil para ser liberado. Não há, no entanto, detalhes do que motivou a prisão do parlamentar municipal neste caso. (Correio 24h)
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