Segundo o MP, os acusados teriam articulado um esquema de desvio de recursos do clube por meio da comissão gerada no contrato de patrocínio. O valor, que deveria permanecer no Corinthians, teria sido transferido para empresas de fachada utilizadas para ocultação de origem ilícita do dinheiro. Há suspeitas de que parte dos montantes foi direcionada a apoiadores da campanha eleitoral de Augusto Melo à presidência do clube.
A Promotoria solicita à Justiça o bloqueio de bens dos envolvidos e cobra uma indenização de R$ 40 milhões em favor do Corinthians. A denúncia tem como base o inquérito conduzido pela Polícia Civil, sob responsabilidade do delegado Thiago Fernando Correia.
O documento aponta que os valores desviados foram movimentados por empresas fantasmas, utilizadas como meio para "camuflar" a destinação real do dinheiro. Os promotores descrevem que o fluxo financeiro percorreu caminhos "tortuosos e ilegais", revelando práticas típicas de esquemas de lavagem de capitais.
Embora o ex-diretor jurídico Yun Ki Lee tenha sido indiciado durante a investigação, o MP optou por não incluí-lo na denúncia. A Promotoria ainda avalia se sua atuação foi dolosa ou apenas negligente no exercício da função.
Agora, a decisão está nas mãos do Judiciário. Caberá a um juiz analisar a denúncia e definir se os citados se tornarão réus. Caso a denúncia seja aceita, o processo seguirá com depoimentos, coleta de provas e audiências até a definição de uma sentença. (Bahia Notícías)
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