A Câmara dos
Deputados proibiu nesta terça-feira (26) a cobrança de taxa para despachar uma
bagagem de até 23 quilos em voos nacionais e de uma mala até até 30 quilos em
voos internacionais.
O dispositivo
foi aprovado por 273 votos a 148 durante votação de medida provisória que
flexibiliza regras do setor aéreo. O texto, relatado pelo deputado General
Peternelli (União-SP), modifica quatro leis e revoga dispositivos sobre
exploração de aeroportos.
O texto-base
da MP foi aprovado por 294 votos a 90. O texto ainda será apreciado pelo Senado
–se não for votado até 1º de junho, perde a validade.
Após a votação
do texto-base, os deputados aprovaram o destaque que retoma a gratuidade do
despacho de uma bagagem. Em uma rede social, a autora da emenda, deputada Perpétua
Almeida (PC do B-AC), criticou as empresas do setor aéreo. “As companhias
aéreas estão abusando no preço das passagens, não é justo cobrar pela bagagem”.
Em 2019, o
Congresso já havia derrubado a cobrança pelo despacho de uma bagagem até 23
quilos em aeronaves até 31 assentos. O presidente Jair Bolsonaro (PL), no
entanto, barrou o dispositivo e os parlamentares mantiveram o veto.
A MP aprovada
nesta terça acaba com a necessidade de contratos de concessão das empresas
aéreas, libera a construção de aeródromos sem autorização prévia e autoriza as
empresas a barrarem por até um ano os passageiros indisciplinados.
Na exposição
de motivos enviada, o governo afirmou que o fim da necessidade de contratos de
concessão das empresas aéreas parte da premissa, abalizada por jurisprudência
do Supremo Tribunal Federal, de que as atividades não são serviços públicos.
“Ou seja, não
se trata de serviços de titularidade exclusiva do Estado e cujo acesso,
portanto, exige uma outorga administrativa. Diversamente, trata-se de atividade
econômica de interesse público prestada por agentes privados que devem observar
a regulação estabelecida para o setor”, indica a exposição.
Danielle Brant/Raquel Lopes/Folhapress
0 Comentários