O
deputado estadual Sandro Régis (União Brasil), líder da oposição na Assembleia
Legislativa da Bahia (ALBA), disse que a vitória do ex-prefeito de Salvador ACM
Neto (União Brasil) para o Governo do Estado virá do povo, não partido da
classe política. Em entrevista publicada nesta quarta-feira (27) pelo jornal
Correio, o parlamentar ainda falou sobre problemas na educação e segurança e o
requerimento para instaurar a CPI dos Respiradores.
“O sentimento de mudança que aflora na população é
muito grande. Essa eleição de 2022 vai ter uma tipicidade, que a vitória de ACM
Neto vai vir do povo. Não partindo da classe política para as pessoas, e sim da
população para a classe política. Isto é um grande diferencial”, disse ele. “A
gente que vive da política vê um tensionamento tão grande na sociedade e essa
pré-campanha de Neto está sendo o oposto disso. Ele está sendo abraçado pela
sociedade. Em 2012 foi assim”, continuou.
Questionado sobre a influência nacional na Bahia,
Régis ressaltou a liderança de ACM Neto nas pesquisas e cutucou o grupo
petista. “A pergunta que eu faço é a seguinte: um grupo político que está há 16
anos no poder, não tem nada o que apresentar e só fala sobre o padrinho, merece
ganhar a eleição? Isso é a prova da mediocridade e da falta do que mostrar para
os baianos. Em 16 anos, não tem o que mostrar, só ficam falando do padrinho”,
disse.
Régis destacou o crescimento da bancada oposicionista
na Assembleia, que chegou a ter 16 deputados e hoje conta com 28. “Além da
força popular, partidariamente e politicamente nós estamos muito fortes também.
Temos hoje palanques em praticamente todas as cidades da Bahia. Eu diria que a
nossa força política está se equiparando à vontade popular”, salientou.
O deputado lamentou a escalada da violência na Bahia,
ao citar que o estado lidera o ranking de homicídios e representa quase 13% dos
assassinatos do país, e disse que os governos petistas abandonaram a segurança
pública e perderam a guerra para o crime organizado. “E o pior: hoje, a
sensação de insegurança continua crescendo, e a população vive com medo
aprisionada dentro de casa. Estamos vendo uma onda absurda de assaltos a bares,
restaurantes, farmácias, lojas, arrastões em plena luz do dia em avenidas
movimentadas da capital, chacina no interior”, elencou.
Na educação, ele lembra que a Bahia tem o pior ensino
médio do país e, durante os governos de Rui Costa, não atingiu as metas do
Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) tanto nos anos finais do
ensino fundamental quanto no ensino médio. Régis também citou casos de
violência nas escolas e cravou: “a verdade é que educação nunca foi uma
prioridade dos governos do PT”.
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