A Polícia Civil de Minas Gerais confirmou durante
entrevista coletiva, nesta quinta-feira (25), que a cantora Marília Mendonça, e
as outras quatro pessoas, morreram de politraumatismo
contuso provocado pela queda do avião modelo Beechcraft King Air C90a, em
Caratinga, Minas Gerais, no último dia 5.
De acordo
com o médico-legista Thales Bittencourt, as vítimas sofreram lesões graves no
tórax, tronco e abdômen. Além disso, o especialista disse que descarta a
possibilidade de que os óbitos ocorreram durante da queda,
mas sim no impacto da aeronave no solo.
TESTEMUNHA
Um piloto
que pousou 20 minutos depois do acidente contou, em depoimento à Polícia Civil,
que se comunicou com o piloto da cantora antes do acidente e que não foi
informado de qualquer problema vindo da aeronave em que a sertaneja
estava.
Segundo o
delegado Ivan Lopes Sales, a testemunha também informou que o piloto de Marília
já estava em procedimento de pouso. Ou seja, a pelo menos um minuto e
meio da pista do aeroporto.
"Pela depoimento desse piloto, a estimativa que faço é que estava a 1 minuto, 1 minuto e meio do pouso, quando infelizmente parece que ele se chocou com a rede de transmissão da Cemig e acabou ocorrendo o acidente. Falo parece porque ainda precisamos da perícia", diz delegado.
Com isso,
a polícia trabalha com a hipótese de que a aeronave teria se chocado com uma
das linhas de transmissão de uma torre da Companhia Energética de Minas Gerais
(Cemig), o que teria resultado no acidente.
A outra
hipótese é que pode ter tido uma pane nos motores antes do avião cair.
Ademais, a Polícia Civil aguarda a investigação do Centro de
Investigação Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos para
confirmar esta possibilidade.
Portanto,
o delegado informou que não há uma data prevista para encerrar as
investigações, pois, além de estarem aguardando o resultado de
outros laudos, os familiares do piloto e co-piloto também vão prestar
depoimento.
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