A Câmara aprovou nesta quinta-feira, 25, a Medida Provisória (MP) 1063/21,
que autoriza postos de combustíveis a comprarem de etanol hidratado diretamente
de produtores ou importadores, sem a necessidade de passarem por
distribuidoras. O texto segue agora para análise do Senado.
A MP enviada
pelo Executivo também permitia que postos passassem a vender combustíveis de
outras marcas, diferentes de suas bandeiras, desde que devidamente informado ao
consumidor. O trecho, no entanto, foi retirado após aprovação de um destaque
apresentado pela bancada do PT. Segundo o relator da proposta, Augusto Coutinho
(Solidariedade-PE), o governo acredita que “isso poderia baratear” o preço dos
combustíveis. No entanto, para partidos de oposição, é questionável que “se
tenha um posto de uma bandeira vendendo produtos de outra marca.”
Hoje, postos
de combustíveis têm a opção de se vincularem a marcas comerciais de
distribuidoras, como Raízen/Shell, BR/Petrobras e Ipiranga, ou serem
independentes. Esses postos, que podem comprar combustíveis de qualquer
fornecedor, são chamados de “bandeira branca” e representam cerca de 47% do
mercado.
Promessa do
presidente Jair Bolsonaro, a venda direta de etanol das usinas para os postos
de combustíveis vinha sendo estudada desde 2019. A intenção do governo é
aumentar a competição no setor. Os distribuidores poderão continuar atuando,
porém o posto poderá optar pela compra direta dos produtores nacionais –
maiores fornecedores – ou do importador.
Por se tratar
de uma medida provisória, as mudanças já estavam em vigor desde a data da
publicação, em 12 de agosto. Contudo, para se tornar legislação permanente, a
proposta precisa ser aprovada em até 120 dias, sob risco de perder a vigência —
a MP vale até o próximo dia 9.
De acordo com
Coutinho, o objetivo da medida é diminuir o custo final do combustível. Segundo
ele, a venda direta para postos é uma “boa iniciativa”. “Você tem uma região
que tem usinas e que possa vender aos postos de toda a região, que certamente
vai baratear o custo de frete”, afirmou.
Estadão
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