A imunização
de adolescentes no Brasil teve idas e vindas nos últimos meses, envolvendo o
ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e o presidente Jair Bolsonaro (sem
partido). Em junho, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou o uso
da vacina da Pfizer em crianças e adolescentes de 12 a 15 anos no país. O
imunizante já tinha registro para uso em toda a população maior de 16 anos. Em
setembro, o governo federal mudou as regras da campanha de imunização e passou
a recomendar que adolescentes sem comorbidade não fossem vacinados. Queiroga
afirmou que o recuo era por dúvidas sobre a segurança na imunização deste
público. Ele também chegou a criticar estados que já estavam aplicando doses em
menores de 18 anos. Integrantes do governo e gestores do SUS dizem que a
pressão de Bolsonaro pesou na mudança da campanha de imunização. Menos de uma
semana depois, o Ministério da Saúde recuou novamente e voltou a indicar que
adolescentes sem comorbidade recebam a vacina contra a Covid-19, passando a
orientar os gestores do SUS para recolocar o grupo de 12 a 17 anos na campanha
de imunização.
0 Comentários