O governador
Wellington Dias (PT-PI), coordenador do Consórcio Nordeste, afirmou que os
governos estaduais vão tentar fechar na sexta-feira, na reunião do Conselho de
Política Fazendária (Confaz), uma proposta para o congelamento do ICMS dos
combustíveis por 90 dias, em contraponto à proposta aprovada pela Câmara e que
está em análise no Senado.
“Queremos
contribuir com uma alternativa que não seja de enganação para reduzir o preço
dos combustíveis”, disse Dias, em vídeo divulgado por sua assessoria.
“Precisamos
por unanimidade, e temos chance, encontrar uma alternativa que seja
emergencial”, acrescentou.
Os
governadores têm trabalhado para evitar a votação de uma proposta, aprovada
recentemente pela Câmara dos Deputados e que está no Senado, que torna fixo o
ICMS sobre combustíveis pelo período de um ano. Eles alegam que os Estados vão
perder 24 bilhões de reais se a proposta entrar em vigor.
O texto
aprovado pelos deputados obriga Estados e Distrito Federal a especificar a
alíquota para cada produto por unidade de medida adotada, que pode ser litro,
quilo ou volume, e não mais sobre o valor da mercadoria. Na prática, a proposta
torna o ICMS fixo em relação a variações do preço do combustível ou de mudanças
do câmbio.
Dias defendeu
que a fixação do ICMS seja usada de forma emergencial, mas disse que a questão
dos combustíveis deveria ser resolvida em definitivo de outra forma, com a
capitalização do fundo de equalização do combustível.
“É isso que
faz cair o preço da gasolina, por exemplo, para R$ 4,50 já no dia seguinte após
a capitalização”, afirmou. Segundo ele, a taxação da exportação do petróleo
seria uma forma de financiar o fundo.
Ricardo Brito/Folhapress
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