A Câmara dos
Deputados aprovou o projeto de lei que cria um auxílio-gás para subsidiar o
preço do botijão para famílias de baixa renda. De autoria do deputado Carlos
Zarattini (PT-SP), o texto já havia sido aprovado pelos deputados e recebeu
aval do Senado. Com as mudanças propostas pelos senadores, o projeto retornou
para a votação final na Câmara, foi aprovado em votação simbólica e segue agora
para sanção presidencial.
Pelo texto, o
programa Auxílio Gás dos Brasileiros será bancado por meio da receita de
leilões de óleo e gás destinada à União e da parcela de royalties devida ao
governo federal ao longo da exploração, além de um imposto, a Contribuição de
Intervenção de Domínio Econômico (Cide), que passa a incidir sobre o botijão de
13 quilos.
A cobrança vai
gerar aumento no preço do produto, já que será cobrada de todos os consumidores
– exceto daqueles que recebem benefícios sociais do governo e que não serão
contemplados pelo novo programa. O Senado havia retirado a cobrança de Cide,
mas os deputados optaram por retomá-la.
Segundo o
relator, deputado Christino Áureo (PP-RJ), a ideia é que o valor da Cide seja
de R$ 2,77 por botijão, equivalente ao valor que a União cobrava em PIS/Cofins
sobre o gás de cozinha antes que os impostos fossem zerados, em março.
Com a cobrança
da Cide será possível aumentar a base de atendidos em dois milhões de famílias
do Cadastro Único dos programas sociais do governo, diz o relatório, cujo custo
anual será de R$ 592,2 milhões.
Pelo texto,
terão direito ao benefício famílias do CadUnico com renda familiar mensal per
capital menor ou igual a meio salário mínimo ou que tenham entre seus
integrantes pessoa que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Mulheres vítimas de violência doméstica e que estejam sob monitoramento de
medidas protetivas terão preferência.
O benefício
será dado na forma de um cartão eletrônico ou meio equivalente, com uso
exclusivo para aquisição de gás de cozinha. O cálculo considera um botijão por
família a cada dois meses. O valor do benefício deverá ser de, no mínimo, 50%
do preço do botijão, com preferência de pagamento às mulheres responsáveis pela
família.
“É uma solução
temporária para o aumento do preço do gás, colocou a Petrobras a serviço dos
acionistas minoritários”, disse Zarattini. Para o deputado Paulo Ramos
(PDT-RJ), o programa será um paliativo, que ajuda, mas não resolve o problema
das famílias mais pobres.
Estadão Conteúdo
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