O
ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil/Democratas) afirmou nesta
quarta-feira (13) que a violência está tomando conta da Bahia e que a questão
da segurança pública está fora de controle das autoridades do Estado, ao
comentar sobre ocorrências registradas neste feriadão. Em vídeo publicado em
suas redes sociais, ele recordou que a Bahia é responsável por 14% dos
homicídios do país.
Em Salvador, mais um homicídio ocorreu no Porto da
Barra, um dos principais pontos turísticos da capital, e, no Uruguai, um ataque
armado matou seis pessoas e deixou outras 12 feridas em uma festa. Em Canarana,
um estudante foi morto a facadas em uma praça da cidade. “O que aconteceu nesse
último final de semana e nesse feriado na Bahia, infelizmente, apenas comprova
que a violência está tomando conta do nosso Estado, que a questão de segurança
pública está fora de controle das nossas autoridades”, afirmou ele.
“Não é à toa que a Bahia é líder nacional, primeiro
lugar do Brasil, em número de homicídios. Enquanto do ano passado para cá, o
número de homicídios no país caiu, na Bahia cresceu. Somente o nosso Estado é
responsável por 14% do número de homicídios. E eu pergunto: o que as
autoridades estão fazendo? Onde está a atuação mais efetiva em relação à
segurança pública? Nós sabemos que hoje as pessoas se sentem inseguras andando
na rua, seja nas grandes cidades ou mesmo nos pequenos municípios”,
acrescentou.
Ele voltou a afirmar que tem ouvido de prefeitos e
lideranças do interior que há apenas um policial para cobrir seus respectivos
municípios. “Então, é um faz de conta. E nós não estamos apenas nessa onda de
violência em relação aos homicídios. A gente vai ver, por exemplo, sobre as
agências bancárias. Somente esse ano, 40 agências bancárias já foram atacadas
em todo o nosso Estado. Isso é mais do que os episódios que aconteceram em 2019
e 2020 juntos. São muitas coisas, roubo de carro, roubo de apartamento, em
Salvador e no interior, enfim, são os bandidos tomando conta”, criticou.
Ele ressaltou ainda que a questão da segurança
pública é indelegável. “Não adianta procurar responsabilidade em terceiro. Não
adianta procurar desculpa. O governador tem que se envolver, tem que encarar o
problema, tem que procurar trazer a solução. É isso que a gente deseja para o
futuro da Bahia, um estado mais seguro, em que as pessoas se sintam à vontade
para andar na rua. Um estado onde os bandidos não se criem, onde os bandidos
estejam na cadeia. Ou então, se mudem para outro lugar do país”, afirmou.
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