O presidente
Jair Bolsonaro editou nesta segunda-feira (13) medida provisória que visa
antecipar a venda direta de etanol e flexibiliza a chamada “tutela à bandeira”,
informou o governo em comunicado à imprensa, apontando que as iniciativas têm
potencial para proporcionar benefícios aos consumidores de combustíveis.
O governo
alega que a venda direta de etanol pelos produtores ou importadores aos
revendedores varejistas, dispensando a intermediação de agentes distribuidores,
busca dinamizar o setor e reduzir custos.
“A nova Medida
Provisória autoriza que os interessados optem pela aplicação imediata dessas
regras, desde que se submetam ao novo regime tributário previsto na MP nº
1.063”, disse o governo no comunicado.
“Nesse caso,
caberá ao produtor avaliar, de forma individualizada, se entende ser mais
vantajoso antecipar voluntariamente as medidas fiscais necessárias e se
submeter, desde logo, ao novo regime de comercialização, ou se prefere aguardar
o prazo da regra de transição prevista na medida provisória original”.
No caso da
tutela à bandeira, o governo quer que os postos chamados “bandeirados”, que têm
contratos com distribuidoras e exibem suas marcas, sejam liberados para
comercializar combustíveis de outros fornecedores.
Porém, a nova
regra somente teria efeito após a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e
Biocombustíveis (ANP) regulamentar sua aplicação, que recebeu o prazo de 90
dias para publicar o normativo.
“Contudo,
dados os potenciais benefícios que a antecipação da flexibilização da tutela à
bandeira poderá proporcionar aos consumidores de combustíveis, o governo
entendeu ser relevante criar mecanismos para sua aplicabilidade no menor tempo
possível”, afirmou.
“Conforme a
nova Medida Provisória, a regra que flexibiliza a tutela à bandeira poderá ser
provisoriamente regulamentada por Decreto até que sobrevenha a regulação da
ANP.”
Ainda segundo
o governo, é essencial que haja regulamentação do assunto, sobretudo para
garantir a informação adequada e clara aos consumidores a respeito da origem
dos produtos comercializados.
Ambas as
medidas foram mal recebidas por especialistas e integrantes do setor de
combustíveis, que apontaram que a iniciativa não trará os benefícios
pretendidos pelo governo, como a redução dos preços dos combustíveis em grandes
polos consumidores.
Folhapress
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