A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, 22, a isenção do
Imposto de Renda e a dispensa de carência previdenciária para pessoas que
sofreram sequelas causadas pela Covid-19. O projeto de lei segue agora para
análise no Senado Federal.
O texto, apresentado
em coautoria pelos deputados Wolney Queiroz (PDT-PE) e Dagoberto Nogueira
(PDT-MS), leva em consideração um estudo divulgado em agosto do ano passado
pela Organização Mundial de Saúde (OMS) que apontou o rol das sequelas mais
comuns provocadas pelo novo coronavírus. O alerta epidemiológico lista
complicações com potencial de reduzir a capacidade laboral do paciente
temporária ou permanentemente, segundo os parlamentares.
“Evidente que
as complicações e sequelas da COVID-19 produzem efeitos severos sobre a vida do
paciente, podendo acompanhá-lo por vários anos ou mesmo pelo resto de sua vida.
Isso implica, não raramente, a redução de sua capacidade laboral e a exigência
de se submeter a tratamentos permanentes ou de longo prazo. Logo, ao mesmo tempo
em que o adoecido se encontra fragilizado financeiramente (por ter sua
capacidade de trabalho reduzida), ele necessita de mais recursos para arcar com
as despesas do tratamento”, diz um trecho da justificativa que acompanha o PL.
As sequelas
consideradas envolvem redução das capacidades respiratória, motora,
cardiovascular e renal, atém de danos neurológicos e psicológicos associados ao
coronavírus. Caso o projeto seja sancionado, caberá Ministério da Saúde
estabelecer os critérios para a caracterização e as condições para a manutenção
dos benefícios.
Para o
deputado Wolney Queiroz, que é líder do PDT na Câmara, a medida busca compensar
as perdas sofridas por pacientes que ainda convivem com os efeitos da covid-19.
“O nosso papel
no Parlamento é amparar a população, principalmente nesse momento tão difícil
que vivemos e que traz graves consequências para a população. Esse projeto traz
justamente o apoio do Estado para as vítimas da Covid-19 que ficaram com graves
sequelas que reduziram a capacidade laboral de forma temporária ou permanente,
prejudicando e fragilizando a vida financeira”, defende.
Estadão
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