A farmacêutica
indiana Bharat Biotech afirmou que os testes da última fase da vacina que
desenvolve contra o coronavírus, conhecida como Covaxin, mostraram eficácia
geral de 77,8% na prevenção da doença e comprovaram que o imunizante é eficaz
contra todas as variantes, incluindo a Delta. Em nota, a empresa informou que
está em negociações com a Organização Mundial da Saúde (OMS) para obter a
autorização para o uso emergencial do profilático.
A última fase
dos ensaios mostrou que a vacina é 93,4% eficaz contra casos graves e 77,8%
contra infecções sintomáticas, acrescentou a companhia. Os dados também
mostraram proteção de 65,2% contra a variante delta, identificada pela primeira
vez na Índia.
A Covaxin está
no centro de um caso de suspeita de corrupção no Brasil. Na sexta-feira, 2, à
noite, a ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a
abertura de inquérito para investigar se o presidente Jair Bolsonaro cometeu
crime de prevaricação ao não comunicar órgãos de investigações os indícios de
propina nas negociações pela compra do imunizante. O episódio é investigado em
Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado.
Vacina
teve pedidos negados no Brasil
A Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que recebeu na terça-feira,
29, o pedido de uso emergencial em caráter experimental no Brasil da Covaxin. A
solicitação, segundo o órgão, é da empresa Precisa Medicamentos, intermediária
da Bharat Biotech no Brasil.
Em março, a
Anvisa havia negado os pedidos de certificação das fábricas do laboratório
indiano Bharat Biotech, que produz a Covaxin. O aval é necessário para liberar
o uso emergencial ou o registro do produto no Brasil. Representantes da agência
foram à Índia no começo de março para inspecionar a fábrica. Antes de negar a
certificação, o órgão tinha pedido adequações ao laboratório, que não teriam
sido cumpridas. No mesmo mês, uma solicitação de importação excepcional e
temporária da vacina feita pelo Ministério da Saúde foi negada.
Estadão
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