A Assembleia
Legislativa da Bahia aprovou por 42 votos a 12, durante sessão plenária remota
realizada no início da noite desta quarta-feira (7), as contas do Governo Rui
Costa durante o exercício de 2018. O relatório que embasou a aprovação foi de
autoria do deputado Diego Coronel (PSD), que se baseou na recomendação do
Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA) pela aprovação e foi lido em plenário,
presencialmente, pelo líder do Governo, Rosemberg Pinto (PT).
O
deputado Alan Sanches pediu uma “questão de ordem” para dirimir dúvida sobre a
possibilidade de o líder do Governo, sem ser membro da Comissão de Finanças e
Orçamento, poder ler em plenário o parecer do deputado Diego Coronel. O
presidente da Casa, Adolfo Menezes (PSD), respondeu que o parecer nem precisaria
ser lido em plenário; já o petista informou que qualquer deputado poderia ler
em plenário o parecer, mas sem alterar o conteúdo do que foi feito por Coronel.
Por
uma confusão, o presidente da Casa abriu votação sem que os líderes dos blocos
de maioria e minoria tivessem encaminhado as orientações de voto. Sandro Régis
(DEM), líder da Oposição, protestou e chegou a dizer que Menezes havia cerceado
a palavra da Oposição, mas o presidente Menezes esclareceu que havia sido uma
confusão por conta do sistema remoto de votação – a sessão foi repleta de
problemas no som dos parlamentares que, por algumas vezes, não conseguiam ser
ouvidos pelos pares.
O
deputado Tiago Correia (PSDB) comentou, antes da orientação à bancada, que,
pela primeira vez na história, os auditores do TCE recomendaram pela
desaprovação das provas durante a apresentação de parecer prévio. Segundo o
tucano, era comum que os pareceres prévios indicassem e aprovação com
ressalvas, mas foi a primeira vez que os auditores do Tribunal opinaram pela
desaprovação. “Diante da constatação de elementos de descaracterizam a gestão
fiscal responsável e de distorções relevantes no demonstrativo orçamentário e
contábil, a auditoria entende que as contas do Poder Executivo do Exercício de
2018 não estão em condições de serem aprovadas, sugerindo a sua desaprovação”,
diz trecho do parecer prévio dos auditores do TCE.
Já
Hilton Coelho (PSOL) criticou o fato de a votação no plenário da Assembleia ter
ocorrido três anos após a chegada da recomendação do TCE à Casa. Segundo o
psolista, a defasagem impediria que os deputados apurassem as irregularidades
referentes às contas do Executivo. “Sei que esse parecer chegou aqui em uma
legislatura anterior, mas é preciso que essa Casa faça uma autocrítica”, disse
Hilton Coelho.
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