O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse nesta
quarta-feira (28) que, a partir de agosto ou setembro, pretende ampliar
de R$ 190 para R$ 250 o valor médio pago a beneficiários do Bolsa
Família.
"Só de auxílio emergencial ano passado, nós gastamos mais do que 10
anos de Bolsa Família. Então, o PT, que fala tanto em Bolsa Família,
hoje a média dá R$ 192. O auxílio emergencial está R$ 250, é pouco, sei
que está pouco, mas é muito maior que a média do Bolsa Família. A gente
pretende passar para R$ 250, agora, em agosto, setembro", afirmou
Bolsonaro a apoiadores na entrada do Palácio da Alvorada. A interação
foi transmitida por um canal de vídeos simpático ao presidente.
Das 14,6 milhões de famílias beneficiárias do Bolsa Família, 10
milhões optaram por receber o auxílio emergencial, que acaba sendo mais
vantajoso.
Este grupo representa a liberação mensal de R$ 3 bilhões. Esse valor é
oriundo da verba aprovada para o auxílio, não do orçamento do Bolsa
Família. Os recursos que sobrarem deverão ser utilizados para financiar o
aumento mencionado por Bolsonaro a partir de agosto, quando termina
esta nova rodada do auxílio emergencial.
O auxílio emergencial foi renovado em 2021, de abril a julho. O
benefício varia de acordo com a composição da família. As parcelas vão
de R$ 150 a R$ 375 por mês. No caso do Bolsa Família, o benefício médio
está na faixa de R$ 190 por mês.
O Bolsa Família foi criado no governo do ex-presidente Luiz Inácio
Lula da Silva e Bolsonaro pretendia criar um programa que substituísse
uma das principais marcas da gestão petista. Os dois deverão se
enfrentar nas urnas em outubro de 2022.
Com a pandemia de Covid-19, o governo criou o auxílio emergencial,
que catapultou a popularidade de Bolsonaro. No ano passado, foram cinco
parcelas de R$ 600 e quatro de R$ 300. Os desembolsos dobravam para mães
chefes de família. Foram gasto R$ 293 bilhões para atender 67,9 milhões
de pessoas.
Em abril, o governo começou a pagar quatro parcelas de R$ 150, R$ 250
ou R$ 375. O valor depende do tamanho da família. O governo prevê um
gasto de R$ 44 bilhões para atender 45,6 milhões pessoas.
Nesta quarta, o ministro Paulo Guedes (Economia) voltou a prometer um
novo programa social voltado para trabalhadores informais, que deve ser
chamado de BIP (Bônus de Inclusão Produtiva).
O governo calcula que há cerca de 40 milhões de trabalhadores
informais no país. “Nós devemos a eles também ferramentas de
sobrevivência nos próximos meses enquanto fazemos a vacinação [contra a
Covid-19] em massa”, disse Guedes.
A ideia do BIP surgiu em fevereiro, quando a equipe econômica tentou
realizar mudanças na nova rodada do auxílio emergencial. O objetivo era
que o recebimento do auxílio pudesse ser associado a um curso aos
beneficiários, que, em sua maioria, têm baixo nível de qualificação. BN
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