A nova rodada do auxílio emergencial deve
beneficiar 45 milhões de brasileiros, mas ao mesmo tempo deve restringir os
valores e o número de contemplados por família, segundo apurou o jornal Estado
de S.Paulo.
A versão mais recente da minuta de medida
provisória que recria o programa prevê quatro parcelas mensais, em valores que
vão de R$ 150 a R$ 375.
Além da cota de R$ 250 mensais, que será paga à
maior parte dos vulneráveis alcançados pelo programa, o governo prevê outras
duas cotas: de R$ 150 para famílias compostas por apenas uma pessoa e de R$ 375
para mulheres que são as únicas provedoras de suas famílias.
O governo ainda pretende restringir o pagamento do
auxílio a uma pessoa por família, ao contrário da rodada de 2020, quando até
dois integrantes da mesma família podiam ser contemplados.
A MP está sendo preparada para publicação logo após
a aprovação da PEC emergencial pelo Congresso Nacional. A mudança
constitucional é colocada como precondição pela equipe econômica para poder
destravar a nova rodada do benefício. A PEC livra o auxílio de amarras fiscais
e autoriza a abertura de um crédito extraordinário para bancar o custo extra
com o programa, sem esbarrar no teto de gastos, a regra que limita o avanço das
despesas à inflação.
Brasileiros que eram elegíveis ao auxílio em
dezembro de 2020 estão no público-alvo da nova rodada, a não ser que tenham
conseguido emprego formal ou estejam recebendo outro tipo de benefício
previdenciário, assistencial ou trabalhista.
Estadão Conteúdo
0 Comentários