A Defensoria Pública da União entrou
neste sábado, 16, com um pedido de anulação da decisão que manteve as datas do
Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) – marcado para domingo, 17, e dia 24. De
acordo com a Defensoria, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais (Inep), órgão responsável pela realização das provas, não teria
como garantir o cumprimento dos protocolos sanitários criados por eles mesmos e
“ainda induziram a Justiça Federal da 3ª Região a erro, prestando informações
inverídicas que vieram a subsidiar as decisões de indeferimento dos pedidos de
adiamento, em 1ª e 2ª instância”.
Ainda de acordo com a Defensoria,
reportagens sobre a realização do Enem trouxeram inúmeros relatos de que a
ocupação de muitas das salas será bem superior aos 50% da capacidade,
percentual com que o próprio Inep havia se comprometido. “Na maioria desses
casos, a ocupação é de cerca de 80%, muito acima de um número prometido.
Esperamos que a decisão seja revertida ou fundamentada de outro modo”, disse ao
Estadão o defensor João Paulo Dorini.
Aplicadores do Enem relataram planos
de ocupação superior a 30 estudantes nas salas onde a prova será realizada
neste domingo, 17. Um dos comunicados aos quais o Estadão teve acesso, por
exemplo, inclui a previsão de alocar em uma escola 32 candidatos em espaços com
capacidade para 40 alunos – redução abaixo do patamar de 50% prometido pelo
Inep, órgão do Ministério da Educação (MEC).
A Defensoria vem contestando o
cronograma do Enem desde a publicação do seu edital, em março. No início, a
contestação foi baseada no argumento de desigualdade educacional e na falta de
meios para que a maioria dos alunos pudesse realizar a prova em igualdade de
condições.
Estadão
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