Em janeiro do ano passado, a pasta tinha anunciado a Socicam como gestora do aeroporto em regime emergencial em um contrato de um ano. A renovação desta vez será pelo prazo de seis meses com outorga mensal de R$ 530 mil a serem pagos pela concessionária. O valor anterior era de R$ 450 mil mensais.
A assinatura do contrato ocorreu na última sexta-feira (23) e foi formalizada pelo titular da pasta, Saulo Pontes.
Antes da Socicam, o aeroporto de Porto Seguro era gerido pela Sinart [Sociedade Nacional de Apoio Rodoviário e Turístico Ltda], alvo de diversas críticas e investigações, que teve o contrato declarado ilegal pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) em 2019, mas até então persistia na gestão do local.
Havia reclamações de instalações obsoletas, ventilação inadequada, escassez de assentos, além de longas filas. Bahia Notícías
Os alvos são investigados por sua suposta integração a uma organização criminosa. Durante as ações, foram apreendidos documentos e dispositivos eletrônicos que, segundo o MP, são considerados fundamentais para o aprofundamento das investigações e para a "completa elucidação dos fatos, além da responsabilização dos envolvidos".
De acordo com informações do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), as investigações apontam para um grupo com divisão de tarefas. A principal atividade investigada é o tráfico de drogas, envolvendo desde a coordenação das atividades ilícitas e a movimentação de recursos financeiros até a logística operacional. O grupo também utilizaria meios para dificultar a identificação de seus integrantes, como comunicações clandestinas e o uso de terceiros.
O Gaeco informou ainda que, durante as investigações, foram identificados indícios de cooptação de agentes públicos, com "possível fornecimento de informações privilegiadas", além de "interferências indevidas em estruturas institucionais para favorecer os interesses do grupo criminoso". As investigações seguem em andamento e novas diligências poderão ser realizadas conforme seu avanço. Bahia Notícías
Segundo as investigações, o então tenente da Polícia Militar Wilson Pedro dos Santos Júnior teria se irritado após os animais urinarem no gramado da casa dele, em um condomínio da cidade. O caso ocorreu em 13 de junho de 2015. Um dos cães atingidos pelos disparos morreu.
Na decisão publicada na última sexta-feira (23), o juiz Gustavo Vargas Quinamo entendeu que há elementos suficientes para que o réu seja julgado pelo Tribunal do Júri, classificando o caso como tentativa de homicídio contra a tutora dos animais. Em relação ao crime contra o cão, o magistrado reconheceu a prescrição. A data do julgamento ainda será definida. O policial responde ao processo em liberdade.
Imagens de câmeras de segurança do condomínio registraram o ataque. Nas gravações, a mulher aparece passeando com dois cachorros quando os disparos são efetuados. Um animal foi atingido várias vezes, enquanto o outro conseguiu escapar.
Após o episódio, a advogada Bruna Holtz, tutora do animal morto, e o marido, o fisioterapeuta Bruno Medeiros, deixaram o imóvel por medo de represálias. O policial foi afastado das funções, mas não há informações sobre a situação atual dele na corporação. Bahia Notícías
De acordo com as investigações, há indícios de direcionamento contratual e de contratações reiteradas por meio de inexigibilidade de licitação, em possível afronta à legislação vigente. As ordens judiciais foram cumpridas em sete endereços em Itagibá, quatro em Dário Meira, três em Ipiaú e um em Jequié.
Além das buscas, a Justiça determinou o afastamento de dois servidores públicos municipais, sendo um secretário e uma servidora da Controladoria do Município, bem como o bloqueio de aproximadamente R$ 2 milhões em bens e valores de cada investigado.
As apurações apontam para a atuação coordenada entre agentes públicos e representantes de duas empresas de consultoria, com divisão de tarefas, estabilidade e mecanismos voltados à ocultação e ao desvio de recursos públicos oriundos de contratos supostamente superfaturados.
A operação mobilizou cerca de 60 policiais civis e foi conduzida pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DRACO), por meio da Delegacia de Combate à Corrupção (DECCOR).
Durante as diligências, foram apreendidos aparelhos celulares, documentos, computadores e cerca de R$ 70 mil em espécie. Todo o material passará por perícia e poderá contribuir para o aprofundamento das investigações, que seguem em andamento com o objetivo de identificar outros possíveis envolvidos e valores desviados, garantindo a completa responsabilização dos suspeitos. A Prefeitura de Itagibá ainda não se pronunciou sobre o ocorrido. *Redação / Giro Ipiaú
Os índices de roubos a bancos já estavam em queda constante desde 2022, quando quatro foram registrados. Treinamentos focados especificamente no combate aos crimes contra instituições financeiras foram desenvolvidos ao longo dos anos.
Coordenados pela Polícia Militar, o coronel Paulo Sérgio Ribeiro, comandante do COPPM, contou que as atividades foram fundamentais para um ano 100% eficaz sem registro de crime desse tipo.
“Só em 2025 foram realizadas quatro simulações de respostas rápidas contra crimes desse tipo. Esse número traduz todo o trabalho integrado das Forças das Segurança no combate ao crime organizado em nosso estado”, finalizou.
Já o Deic dedica suas forças às investigações de criminosos que atuam nos roubos às instituições. “O nosso trabalho de inteligência é fundamental para mapear as áreas de riscos e os criminosos que atuam com o crime do tipo. O trabalho conjunto com a PM e a SSP é o diferencial para o número e ficamos muito felizes com o resultado alcançado”, finalizou o delegado Thomas Galdinho, titular do Deic.
Fonte: Acorda Cidade parceiro do Calila