O risco aumentou com o avanço dos sistemas de cruzamento eletrônico de dados. A Receita tem intensificado a fiscalização por meio da e-Financeira, plataforma que amplia a capacidade de monitoramento das movimentações financeiras dos contribuintes. Regulamentado pela Instrução Normativa RFB nº 1.571/2015, o sistema obriga bancos e instituições financeiras a enviarem periodicamente ao Fisco informações detalhadas sobre operações realizadas por seus clientes.
Na prática, são comunicadas movimentações superiores a R$ 2 mil por mês, no caso de pessoas físicas. Os dados são repassados semestralmente e incluem registros que permitem ao órgão comparar renda declarada, gastos no cartão, aplicações financeiras e evolução patrimonial.
A partir desse cruzamento, inconsistências podem ser identificadas, levando o contribuinte à malha fina e à necessidade de prestar esclarecimentos ou retificar a declaração. Especialistas orientam que todas as fontes de renda sejam corretamente informadas e que despesas incompatíveis com os ganhos declarados sejam evitadas ou devidamente justificadas para reduzir o risco de autuações.
A faixa conquistou 51,27% dos votos do público na votação online, superando concorrentes de peso como “Panamera”, de Tony Salles, que ficou em segundo lugar com 13,25%, e “O Baiano Tem o Molho”, do O Kannalha, em terceiro com 12,02%.
A vitória de “Vampirinha” reforça o forte vínculo entre Ivete e o Carnaval soteropolitano um dos maiores palcos da música popular brasileira e amplia ainda mais sua trajetória como uma das artistas mais influentes da folia baiana.
Ao longo de sua carreira, a cantora já havia conquistado o Troféu Bahia Folia em outras seis ocasiões com músicas que marcaram diferentes edições do Carnaval, como “Festa”, “Cadê Dalila”, “O Mundo Vai”, “Tá Solteira, Mas Não Tá Sozinha”, “Macetando” e “O Verão Bateu em Minha Porta”.
A consagração de “Vampirinha” não apenas celebra o sucesso de Ivete na temporada 2026, mas também destaca o papel da música popular nas tradições carnavalescas e a participação ativa do público na escolha dos hits que embalam a folia soteropolitana.
A BR-330 é uma rodovia federal diagonal brasileira que liga a BR-101, no município de Ubaitaba (BA), passando por Ubatã, Barra do Rocha, Ipiaú e Jitaúna, até chegar a Jequié, onde se conecta à BR-116. A estrada é fundamental para o escoamento da produção, mobilidade da população e desenvolvimento regional.
Durante a entrevista, Roberto Alcântara explicou que o processo de licitação para a recuperação da rodovia já foi realizado e encontra-se atualmente na fase de homologação. Segundo ele, três empresas já passaram pelas etapas do processo, e o DNIT aguarda agora a confirmação da empresa vencedora, além da verificação da regularidade da documentação para que o contrato possa ser oficialmente assinado.
De acordo com o diretor, após a homologação e assinatura do contrato, os primeiros serviços a serem executados serão as ações emergenciais, como tapa-buracos e outras intervenções consideradas prioritárias para melhorar a trafegabilidade da via.
Roberto Alcântara também destacou que o contrato de manutenção terá duração de três anos. A empresa vencedora da licitação ficará responsável pela conservação da BR-330 durante esse período, o que deve garantir mais segurança e melhores condições para os usuários da rodovia.
O diretor reafirmou ainda que a previsão é de que, em 2026, a BR-330 esteja totalmente restaurada. No entanto, ele ressaltou que o andamento do cronograma depende da conclusão do processo de homologação e do desempenho da empresa licitada.
Segundo o DNIT, o início das obras deve acontecer em um prazo máximo de até 30 dias, uma vez que a licitação já foi concluída e resta apenas a finalização dos trâmites administrativos.
O encontro reforçou a articulação dos prefeitos junto ao Governo Federal em busca de soluções concretas para demandas que afetam diretamente a economia e a sustentabilidade financeira dos municípios baianos. O ministro recebeu o estudo realizado pela UPB sobre a redução permanente da Alíquota do INSS patronal das prefeituras. A entidade defende uma adequação compatível com a receita dos municípios.
Durante a reunião, o presidente da UPB, Wilson Cardoso, destacou a importância do diálogo permanente com o governo federal. ”Foi uma reunião muito produtiva. Trouxemos pautas sensíveis para os municípios, como a redução da alíquota e os efeitos da Reforma Tributária, que precisam ser debatidos com responsabilidade. Também tratamos de obras estruturantes, como o Canal do Sertão, e da grave situação enfrentada pelos produtores de cacau com a queda do preço do produto”, afirmou.
Wilson Cardoso ressaltou ainda que a UPB tem atuado de forma firme para garantir que os municípios não sejam penalizados com mudanças no sistema tributário. ”Nosso papel é defender os interesses das cidades baianas e assegurar que qualquer mudança venha acompanhada de compensações e justiça fiscal”, completou.
O ministro Rui Costa reforçou o compromisso do Governo Federal com os municípios e destacou a importância da escuta ativa das demandas locais. Ele afirmou ainda que dará encaminhamento às solicitações apresentadas. ”O diálogo com os prefeitos é fundamental para que possamos construir soluções que atendam às realidades regionais. Em relação à redução da alíquota, vamos dar encaminhamento e levar a proposta apresentada pela UPB ao Ministério da Fazenda para avaliação”, destacou o ministro.
Sobre o Canal do Sertão e a crise no setor cacaueiro, Rui Costa pontuou que os temas estão na agenda prioritária do governo. ”São pautas estratégicas para o desenvolvimento da Bahia. O Canal do Sertão é uma obra fundamental para garantir segurança hídrica, e estamos acompanhando de perto a situação do cacau para buscar alternativas que apoiem os produtores”, concluiu.
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| Foto: Reprodução/Diário Paralelo |
Cacauicultores do sul da Bahia realizaram, na manhã desta quarta-feira (28), uma grande manifestação em Ilhéus para protestar contra a importação de cacau proveniente de países africanos. Segundo os produtores, a entrada do produto estrangeiro no mercado nacional tem provocado uma forte desvalorização da arroba do cacau, que nesta quarta-feira estava sendo comercializada em torno de R$ 240,00.
O ato em Ilhéus consolida um
movimento que vem ganhando força desde o último fim de semana. No domingo (25),
produtores rurais bloquearam parcialmente a BR-101, no distrito de Itamarati,
em Ibirapitanga. Já na segunda-feira (26), houve nova interdição na BA-120, no
trecho que liga os municípios de Nova Ibiá, Gandu e Ibirataia, ampliando a
mobilização e chamando a atenção para a crise enfrentada pelo setor cacaueiro.
Mobilização regional
Na manhã desta quarta-feira,
caravanas vindas de diversos municípios da região chegaram a Ilhéus, reforçando
o caráter regional do protesto. Os manifestantes se concentraram na Rua Rotary,
no bairro Cidade Nova, em frente à Companhia das Docas do Estado da Bahia
(Codeba) — local considerado estratégico por ser o principal ponto de entrada
do cacau importado no estado.
Durante a manifestação, os
produtores cobraram providências do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além
de senadores e deputados baianos. A principal reivindicação é a adoção de
medidas urgentes que limitem a importação do cacau africano e garantam a
valorização da produção nacional.
Prejuízos e instabilidade no
mercado
De acordo com os organizadores do
protesto, a atual desvalorização do cacau tem causado prejuízos significativos
e afetado diretamente a renda de milhares de famílias que dependem da lavoura
cacaueira no sul da Bahia.
Os produtores também destacaram a
forte oscilação dos preços nos últimos meses. Em 2024, o cacau chegou a atingir
valores históricos, aproximando-se de R$ 1.200,00 a arroba, impulsionado pela
escassez no mercado internacional e pela alta demanda. A queda abrupta nos
preços, segundo eles, torna a atividade economicamente inviável e ameaça a
sustentabilidade do setor.
A mobilização segue pressionando
autoridades por respostas concretas e políticas públicas que protejam a
produção nacional e garantam melhores condições aos cacauicultores brasileiros.
Tesouras Notícias