Segundo o delegado Wisllei Salomão, da Coordenação de Repressão a Homicídios e Proteção à Pessoa (CHPP), o principal suspeito, de 24 anos, escondia um medicamento no jaleco e o aplicava em pacientes fora dos protocolos médicos. A substância pode provocar parada cardíaca em poucos minutos. Duas técnicas, de 22 e 28 anos, também são investigadas. A motivação do crime ainda é desconhecida.
O medicamento teria sido administrado em três vítimas: duas no dia 19 de novembro e uma em 1º de dezembro. Os mortos são João Clemente Pereira, de 63 anos, servidor da Caesb; Marcos Moreira, de 33, servidor dos Correios; e uma professora aposentada de 75 anos, cuja identidade não foi divulgada.
Após os casos, a Polícia Civil do Distrito Federal passou a analisar ao menos 20 laudos de mortes em hospitais da capital, segundo o Metrópoles. As prisões ocorreram no dia 11, quando também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Taguatinga, Brazlândia e Águas Lindas de Goiás.
Em nota, o Hospital Anchieta informou que, ao identificar circunstâncias atípicas em três óbitos na UTI, criou um comitê interno, realizou investigação própria e encaminhou as evidências às autoridades, o que resultou na abertura do inquérito policial. Correio 24
Entre os cursos com desempenho insatisfatório, apenas um pertence à rede pública: a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), localizada em Teixeira de Freitas. As demais instituições são privadas e estão distribuídas em diferentes regiões do estado, como Barreiras, Lauro de Freitas, Salvador, Eunápolis, Irecê, Juazeiro, Jacobina, Itabuna, Alagoinhas e Vitória da Conquista.
De acordo com o MEC, cursos que alcançam conceito 2 estão sujeitos à redução no número de vagas ofertadas, enquanto aqueles que eventualmente obtiverem nota 1 podem ter o ingresso de novos estudantes totalmente suspenso. O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que as penalidades serão aplicadas e que instituições que permanecerem com desempenho abaixo da média em avaliações sucessivas poderão sofrer sanções ainda mais severas, como bloqueio de vagas, impedimento de participar de programas como Fies e Prouni e até o fechamento dos cursos.
O levantamento também apontou que quatro cursos alcançaram a nota máxima (5), sete obtiveram conceito 4 e três ficaram com nota 3, considerada satisfatória. Ainda assim, quase metade das instituições avaliadas no estado concentrou-se nas faixas mais baixas de desempenho.
Confira os cursos de Medicina na Bahia que receberam conceito 2 no Enamed 2025:
Centro Universitário Maurício de Nassau de Barreiras – Barreiras
Centro Universitário Unime – Lauro de Freitas
Centro Universitário Zarns – Salvador
Faculdades Integradas do Extremo Sul da Bahia – Eunápolis
Faculdade AGES de Medicina de Irecê – Irecê
Faculdade Estácio de Juazeiro – Juazeiro
Faculdade AGES de Medicina – Jacobina
Afya Faculdade de Ciências Médicas de Itabuna – Itabuna
Faculdade Estácio de Alagoinhas – Alagoinhas
Faculdade Pitágoras de Medicina de Eunápolis – Eunápolis
Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) – Teixeira de Freitas
Afya Faculdade de Ciências Médicas de Vitória da Conquista – Vitória da Conquista
O Enamed é a avaliação específica dos cursos de Medicina dentro do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) e seus resultados também podem ser utilizados em processos seletivos para programas de residência médica. As notas individuais dos estudantes participantes foram divulgadas no dia 12 de dezembro de 2025.
Boatos voltam a circular nas redes, mas Receita reafirma: não existe imposto sobre o Pix.
Mais
uma vez, o Pix virou alvo de desinformação nas redes sociais. Novamente,
começou a circular uma falsa notícia de que o governo pretende tributar as
transações feitas pelo sistema instantâneo de pagamentos.
A
Receita Federal reagiu rapidamente e com firmeza. Em seu site publicou
esclarecimento, informando que “são completamente falsas as informações sobre
monitoramento de movimentações financeiras via PIX para fins de tributação” e
explicou que a Constituição Federal proíbe a tributação de movimentações
financeiras e isso inclui o Pix.
Segundo
a Receita, não existe nenhuma cobrança de imposto sobre o Pix, nem qualquer
intenção de tributar essas operações.
A
polêmica sobre a tributação do Pix gira em torno de uma Instrução Normativa da
Receita, de número 2.278, publicada em 2025. Ela apenas estende regras de
transparência já exigidas dos bancos às fintechs, sem rastrear ou identificar
transações específicas.
A Receita destaca que a medida é fundamental para prevenir crimes como lavagem
de dinheiro, e que não há qualquer relação com cobrança de tributos.
Em
seu comunicado, a Receita alerta para o fato de que espalhar esse tipo de fake
news coloca em risco a segurança das pessoas, alimenta golpes, desconfiança no
sistema e fortalece o crime organizado. Além disso, quem propaga esse tipo de
mentira, muitas vezes, lucra com a repercussão nas redes.
Portanto,
se você receber mensagens dizendo que o Pix será taxado, não compartilhe. É
mentira.
A
Receita lembra que, a partir deste ano, quem ganha até 5 mil reais mensais está
isento do imposto de renda — e não o contrário, como sugerem algumas dessas
fake news.
No
fim das contas, a recomendação é simplesmente confiar apenas em fontes
oficiais. Para mais esclarecimentos, acesse o site oficial da Receita Federal
em: www.gov.br/receitafederal (Por
Katia Maia, Ag. Voz) Foto: Marcello Casal Jr/ Ag. Brasil

Foto: Antônio Cavalcante/Bahia Notícias
Por Fernando Duarte - Bahia Notícias
Os holofotes da política baiana estavam voltados para a participação do senador Angelo Coronel (PSD) na Lavagem do Bonfim. Não foi dessa vez que ele realizou o desejo daqueles que queriam ver frases marcantes, alfinetadas ou confirmações de adesão indeterminada à causa do petismo na Bahia. A família Coronel não foi à Lavagem e deixou a expectativa baixar, tal qual poeira na Quarta-feira de Cinzas, após Carnaval.
A ausência de Coronel não foi surpresa. Apesar de presente em algumas lavagens ao longo dos últimos anos, o senador não tem base eleitoral na capital baiana e preferiu não se expor ao clima beligerante que a imprensa tenderia a criar. Preferiu recuar (ainda que o perfil dele normalmente não seja esse). E, somada a já aguardada ausência do senador Otto Alencar (PSD), não houve aumento da temperatura na relação entre PSD e PT para além do dia de calor extenuante entre a Igreja da Conceição da Praia e a Basílica do Senhor do Bonfim.
Apesar de um ano político, para além da virtual tensão com Coronel, pouco se viu implicações eleitorais nas falas dos candidatos majoritários. O senador Jaques Wagner (PT), com mobilidade reduzida desde que se submeteu a uma cirurgia no joelho, já não cumpria o “circuito” há alguns anos e se manteve – participou apenas do culto ecumênico. O ministro Rui Costa (PT), que, desde a época de governador nunca foi de participar feliz da Lavagem do Bonfim, não deu as caras e quase ninguém notou. Ou seja, sobraram espaço para Jerônimo Rodrigues (PT) e ACM Neto (União), candidatos mais do que declarados no próximo mês de outubro.
Jerônimo não esteve ladeado pelos grandes caciques do grupo político dele. Pareceu, em um dado momento, “abandonado” ainda que tenha mobilizado o secretariado e diversos aliados que desejam espaço na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados. Ou seja, nada mais do que a obrigação deles, em tentarem usufruir das popularidades uns dos outros. Sem qualquer contraponto à tensão com Coronel e o PSD, a versão de que haverá uma acomodação entre aliados foi a que se sobrepôs, especialmente após o encontro entre Jerônimo e Diego Coronel.
Do lado da oposição, ACM Neto se manteve ao lado de Bruno Reis, que demorou – e muito – para cruzar o trajeto que abre o circuito de festas sagradas e profanas de Salvador. Popular desde que foi prefeito, o pré-candidato ao governo não entrou em embates públicos novos e usou a Lavagem do Bonfim como nos últimos anos, numa espécie de “teste de popularidade”, para alimentar as próprias redes e para rebater aliados que possam, eventualmente, duvidar da capacidade de mobilização do ex-prefeito. Ao lado do pré-candidato ao Senado, João Roma (PL), ACM Neto também optou por não tornar o evento um campo excessivamente minado para adversários, prática utilizada em anos anteriores.
Quem também aproveitou a Lavagem para se reafirmar enquanto pré-candidato foi o governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Ele, que almeja se manter na corrida pelo Palácio do Planalto até o fim da disputa, disparou críticas aos governos petistas e tentou tirar uma lasquinha da popularidade dos aliados pelas bandas baianas. Para um estranho no ninho, não tem muito a reclamar.
Em resumo, o tradicional início da campanha em anos eleitorais manteve uma temperatura baixa mesmo com o calor do verão soteropolitano. Sinal de que a festa, religiosa e profana, conseguiu se sobrepor aos usos que os políticos tentam fazer dela.
Na Papudinha, Jair Bolsonaro passou a ocupar uma cela de 54 metros quadrados, que conta com quarto, banheiro, lavanderia, cozinha, sala e uma área externa de 10,07 metros quadrados. A cela comporta até quatro pessoas, mas será usada exclusivamente pelo ex-presidente.
No mesmo Núcleo de Custódia da PMDF estão Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública no governo Bolsonaro, e Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal. Ambos dividem outra unidade semelhante à que o ex-presidente foi abrigado.
O ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão, em regime inicial fechado, depois de ter sido condenado pela Primeira Turma do STF por liderar uma tentativa de golpe de Estado. Bolsonaro foi enviado para uma sala na Polícia Federal no dia 22 de novembro do ano passado, após ter tentado romper a tornozeleira eletrônica que usava desde agosto.
A defesa e a família de Bolsonaro fizeram diversas reclamações da sala onde o ex-presidente estava no prédio da Polícia Federal, inclusive afirmando que ele estaria sendo “torturado”. Alexandre de Moraes afirmou que a detenção do ex-presidente na Superintendência da PF não era uma “colônia de férias”.
“Ressalte-se, entretanto, que essas condições absolutamente excepcionais e privilegiadas não transformam o cumprimento definitivo da pena de Jair Messias Bolsonaro, condenado pela liderança da organização criminosa na execução dos gravíssimos crimes praticados contra o Estado Democrático de Direito e suas instituições, em uma estadia hoteleira, ou em uma colônia de férias, como erroneamente várias das manifestações anteriormente descritas parecem exigir”, escreveu Moraes.
O ministro do STF destacou ainda que os “privilégios” concedidos ao ex-presidente “não existem para os demais 384.586 presos em regime fechado no Brasil”.
Na sua decisão, Alexandre de Moraes afirma que a “excepcional concessão do cumprimento da pena definitiva em Sala de Estado Maior diferencia, independentemente de idade ou condição de saúde, o custodiado Jair Bolsonaro dos 384.586 condenados que cumprem pena privativa de liberdade em regime fechado”, ao prever a possibilidade de o ex-presidente contar com televisão a cores, banheiro privativo, frigobar e banho de sol diário e exclusivo.
Ao decidir pela transferência de Bolsonaro para a Papudinha, o Moraes estabeleceu ainda que a esposa e os filhos dele só podem visitá-lo às quartas e quinta-feiras. O magistrado fixou uma janela das 8h às 16h para os parentes.
Ainda segundo a decisão, na Papudinha Bolsonaro contará com um atendimento médico em regime de plantão de 24 horas, além de um posto de saúde no local com equipe composta por dois médicos clínicos, três enfermeiros, dois dentistas, um assistente social, dois psicólogos, um fisioterapeuta, três técnicos de enfermagem, um psiquiatra e um farmacêutico.
A nova prisão de Jair Bolsonaro fica mais perto de sua casa do que o prédio da Superintendência da Polícia Federal. Enquanto a PF se localiza a cerca de 17 quilômetros da residência de Bolsonaro e Michelle em um condomínio na região do Jardim Botânico em Brasília, a Papudinha fica a apenas sete quilômetros da casa. Bahia Notícías