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Violência política entre eleições de 2024 e 2026 foi a maior da década e as mulheres são as principais vítimas


As mulheres, que ocupam apenas cerca de 18% das cadeiras legislativas no país, foram vítimas de 50,6% dos episódios de violência política cometidos no Brasil entre 28 de outubro de 2024 e 15 de agosto deste ano. No total, aconteceram 354 casos de violência política neste período, fazendo desta época pré-eleitoral a mais violenta da década.

 

Essas e outras conclusões estão presentes no estudo divulgado nesta quarta-feira (30) pelas organizações de Direitos Humanos Terra de Direitos e Justiça Global. As informações são da Agência Brasil. 

 

As estatísticas agrupadas no estudo revelam que os casos de violência física (agressões, atentados e assassinatos) relacionados a questões políticos tiveram homens como alvos em 77,2% dos casos. Já a violência simbólica (ameaças e ofensas) atingiu mais as mulheres (58,3%).

 

Ameaças de violência sexual (31 casos) e episódios com conteúdo de conotação sexual ou comentários sobre o corpo e aparência (67 casos) tiveram 100% dos casos relacionados a mulheres. O estudo, que chegou à quarta edição, mostra que 96,3% dos episódios ocorreram contra ocupantes de cargos eletivos.

 

Entre as mulheres vítimas de violência política, uma em cada três era preta (64 de 179 casos). Entre os homens, um em cada nove. 

 

Mulheres representaram 64 dos 84 episódios contra pessoas pretas, e onze delas eram trans ou travestis. Quatro mulheres indígenas e uma amarela também foram vítimas. Entre as vítimas, das 32 pessoas que sofreram ataques repetidos ao longo desse período pré-eleitoral, 23 foram mulheres.

 

O levantamento ainda mostra que as quatro ameaças do período assinadas por grupos ou perfis declaradamente neonazistas ou supremacistas tiveram como alvo mulheres pretas, em quatro estados de quatro regiões diferentes.

 

Uma outra estatística revela que pelo menos 63% dos casos se concentraram na política municipal (vereadores e prefeitos), as maiores vítimas da série histórica. Ao menos 24 dos 28 episódios com intenção de matar (incluindo 10 dos 11 assassinatos e 14 dos 17 atentados registrados) ocorreram contra políticos que atuam nos municípios.

 

Vereadores e vereadoras correspondem a 49,6% das vítimas, com 176 dos episódios identificados. Foram registrados, em média, três episódios de violência para cada mil vereadores eleitos em 2024.

 

Pelo menos 300 episódios (84,5%) elencados pelas associações que formularam o estudo tiveram denúncia formal ou pública, mas apenas 46 casos (13%) contam com apuração judicial ou policial em curso e somente nove deles (2,5% do total) resultaram em punição efetiva dos autores.

 

A pesquisa indica que em 64 episódios (18,1% do total) o agressor também tinha mandato eletivo ou cargo público. Policiais e outros agentes estatais são os agressores em 29,9% dos casos. Em 52 dos episódios, as agressões ocorreram dentro do próprio local de trabalho parlamentar. Bahia Notícías 

Canetas emagrecedoras podem chegar ao SUS com até 90% de desconto, diz Ministério da Saúde após ações com Anvisa


O Ministério da Saúde disse que as canetas emagrecedoras podem ter o acesso ampliado por meio da incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS). A medida chega após o preço desses medicamentos cair cerca de 70% nas farmácias. A partir deste e de outros resultados, o ministério apresentou esta semana um pedido de avaliação desse tipo de medicamento pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), responsável pela incorporação de novas tecnologias no SUS, para que a ampliação fosse feita no país.

 

 

"Quando a gente fala em incorporar ao SUS, não estamos falando de incorporar um milagre estético. Estamos falando de incorporar uma medicação que, combinada com outras ações de alimentação e atividade física, certamente poderá ter um impacto muito positivo, inclusive nos custos do sistema de saúde. Vai reduzir o volume de cirurgias bariátricas, de internações por doenças cardiovasculares e de internações por recidiva de câncer, por exemplo”, afirmou o ministro da saúde, Alexandre Padilha.

 

“Fizemos uma série de ações que favorecem um novo cenário. Barramos a tentativa de prorrogação da patente, viabilizamos a produção nacional e chamamos fabricantes a registrar novos produtos no país. Conseguimos ampliar o acesso. Deixou de ser só para ricos”, completou.

 

Segundo a pasta, a queda de preços veio com multiplicação de produtos disponíveis no mercado. Foram registrados 16 novos produtos apenas em 2026, incluindo genéricos e similares. Desses, quatro são produzidos no Brasil. De acordo com dados da Anvisa, o número de pessoas que usam canetas emagrecedoras passou de aproximadamente 400 mil para mais de 750 mil por mês.

 

A ampliação da concorrência, a possibilidade de produção nacional e a multiplicação de apresentações disponíveis criaram condições para uma nova etapa, agora em escala pública.

 

“Na farmácia, o preço já está 70% mais barato. Quando você pensa na escala de compras do SUS, com produção local, isso nos traz a possibilidade de uma redução de 80% a 90% do preço. Estamos projetando que, a um custo de R$ 1,5 bilhão ao ano, a gente consegue trazer esses produtos e incorporar no SUS”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Bahia Notícías 

Pregador evangélico baiano é morto com tiro na cabeça em Balneário Camboriú


Um pregador evangélico baiano de 37 anos, identificado como Alan Souza Cerqueira, morreu após ser baleado na cabeça próximo à Praia Central, em Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina. O homem foi levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. O suspeito foi preso.

De acordo com informações do g1 Santa Catarina, o crime ocorreu por volta das 16h30 de domingo (27), na região da Barra Sul, próximo a um parque infantil. A morte foi confirmada pela Secretaria de Segurança e Ordem Pública de Balneário Camboriú.

Equipes da Polícia Militar foram acionadas e encontraram Alan com um ferimento na cabeça. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) prestou os primeiros socorros e levou o baiano para o Hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí.

O suspeito de efetuar os disparos foi detido pela Guarda Municipal na Avenida Normando Tedesco, esquina com a Avenida Atlântica. A arma utilizada no crime foi apreendida. Alan Souza Cerqueira era de Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo da Bahia. (Correio 24h) 

Justiça do Rio torna réus ex-deputado TH Joias e ex-assessores por associação ao tráfico de drogas


O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) aceitou, na última segunda-feira (28), uma denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) e tornou réus o ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos, conhecido como TH Joias, e 4 de seus ex-assessores.

 

O grupo é acusado do crime de associação para o tráfico de drogas, cometido no exercício de função pública e com o emprego de arma de fogo. Além do ex-parlamentar, figuram como réus na ação os ex-assessores Luciano Martiniano da Silva (conhecido como "Pezão"), Gabriel Dias Oliveira ("Índio do Lixão"), Luiz Eduardo Cunha Gonçalves ("Dudu") e Fernanda Ferreira Castro.

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Durante a sessão, o colegiado ratificou a decretação da prisão preventiva dos acusados. Em relação a Luciano Martiniano da Silva, o processo foi desmembrado devido ao seu status de foragido. O colegiado também rejeitou a tese preliminar de litispendência suscitada pela defesa, que alegava sobreposição com investigações em andamento na Justiça Federal.

 

Segundo o relator do caso, embora existam correlações entre os procedimentos, tratam-se de apurações distintas, que abrangem períodos temporais e investigados diferentes. As informações foram confirmadas pelo jornal O Globo. Bahia Notícías

Em Belém, Lula diz que enquanto ele for presidente, "ninguém vai avacalhar com Nossa Senhora Aparecida"


Durante caminhada e ato de campanha na cidade de Belém, na noite desta segunda-feira (28), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que “ninguém vai avacalhar com Nossa Senhora Aparecida”. Lula falou sobre o assunto e ergueu no palanque uma imagem de Nossa Senhora de Nazaré, a padroeira do estado do Pará.

 

"Enquanto eu for presidente da República, ninguém vai avacalhar com Nossa Senhora Aparecida. Ninguém”, disse Lula no comício final.

 

O presidente Lula já havia abordado o assunto em entrevista à Band, no último domingo (27). Lula afirmou que mexer com Nossa Senhora Aparecida não é aceitável. “Eu não sei se foi fake news, o dado concreto é que isso está na rede social, muito forte”, disse.

 

As declarações ocorreram após postagens que passaram a circular nas redes sociais desde o final da semana passada, que procuravam envolver o candidato Flávio Bolsonaro (PL) em uma narrativa de que iria retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil para agradar aos evangélicos. A polêmica reavivou um projeto de 2007 (e que foi arquivado em 2008) sobre a retirada do título, misturada com uma declaração de Flávio, há um mês, de que um dos seus primeiros atos caso eleito será “decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”.

 

O volume de postagens sobre o caso levou a controvérsia a ser a terceira maior na área política em 2026, com cerca de 1 milhão de publicações nas redes sociais. Segundo levantamento do instituto Democracia em Xeque, o episódio alcançou o terceiro maior volume de menções deste ano, atrás da guerra entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e da revelação das conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro em torno do dinheiro dado para o filme “Dark Horse”.

 

No comício desta segunda, o presidente Lula também voltou a criticar a igreja da Lagoinha, envolvida em suspeitas relacionadas ao escândalo do Banco Master. “A única igreja mentirosa é aquela da Lagoinha, daquele pastor chamado Valadão, que era sócio do Vorcaro. Mas bem, vocês estão acompanhando”, disse. Bahia Notícías